segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pessoas conseguem viver sem banho, sexo e álcool, mas não sem internet


Estudo: Pessoas conseguem viver sem banho, sexo e álcool, mas não sem internet


O que é melhor do que sexo, cerveja ou chocolate? Segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Daily Mail, nenhum dos dois: a resposta é internet.
Um estudo do Boston Consulting Group envolvendo 20 mil pessoas em países do G20 apontou que mais de 20% dos entrevistados deixaria de fazer sexo se essa fosse a condição para continuar online.
A pesquisa, que questionava do que as pessoas abririam mão para se manterem conectadas à web por um ano, teve 73% de respostas indicando preferir ficar sem bebidas alcóolicas, e a mesma quantidade abandonando o chocolate. Outros 43% preferiam não praticar exercícios.
O estudo apontou que ficar sem GPS, para 84% das pessoas, e sem fast food, para 83% delas, são os maiores “sacrifícios” em prol da internet, na situação hipotética. Nos Estados Unidos, os entrevistados abandonariam também álcool, chocolate e sexo antes de deixar o carro para trás (10%) – ao menos o banho vem depois disso, com 7%, mesma média global.
No Brasil, 78% das pessoas desistiriam do GPS, 76% deixariam de beber e 72% abririam mão de fast food. As abstinências seguintes seriam café (60%), chocolate (59%) e exercícios físicos (43%). O carro (24%) vem na sequência, sexo é a oitava opção, com 12% dos votos, e banho é a nona, com 8%.
Entre outras preferências nacionais, vale destacar que a Indonésia é o país onde o álcool é a primeira opção (89%), deixando para segundo e terceiro lugares o banho e o chocolate (78%). O doce é o topo da lista na Coreia do Sul (84%). No Japão, 56% abdicariam do sexo.
Fonte: D24am


Polanski trata da hipocrisia humana em ‘O Deus da Carnificina’


Polanski trata da hipocrisia humana em ‘O Deus da Carnificina’

Publicado  em: 10/06/2012
Luiz Zanin Oricchio
O plot da peça de Yasmina Reza é desenvolvido de forma brilhante. Há uma briga entre garotos, um deles é ferido pelo outro. Os pais do menino machucado vão à casa dos pais do agressor para tirar satisfação. O que se segue desse sinuoso encontro entre as quatro pessoas, na verdade, fornece uma radiografia detalhada do estado moral da nossa sociedade. A peça foi encenada em vários países, inclusive no Brasil, sob direção de Emilio de Mello, com Paulo Betti, Julia Lemmertz, Orã Figueiredo e Deborah Evelyn.
Filmado por Roman Polanski, Carnage, ou O Deus da Carnificina, refere-se ao mesmo texto de Yasmina. Os atores são da pesada: Christopher Waltz, Kate Winslet, John C. Reilly e Jodie Foster. Grande time, que produz ótimo resultado. Apesar de não disfarçar a origem teatral, Polanski evita a armadilha do teatro filmado. Usa a câmera para imprimir a sua escrita cinematográfica e nunca a deixa parada, como um olho mágico a assistir algo que se dá num palco.
Fora disso, inclui uma ou outra cena que não se observa na montagem teatral. Por exemplo, assistimos, no início, com uma tomada bastante distante, à agressão do garoto. Há depois um desfecho surpreendente, que não existe na peça. Com isso, ele não a distorce, mas acrescenta algo. Além disso, Polanski usa os movimentos de câmera para colocar pontos de vista múltiplos, coisa impossível de fazer no teatro, pelo menos usando esse recurso visual.
O que tem seduzido plateias mundo afora, e agora o filme deve fazer o mesmo, é a progressão paradoxal do encontro de casais. Existe algo de muito refinado na maneira como se encontram para discutir uma reparação à briga dos garotos, mas o que acontece é um desgaste da polidez e a queda progressiva na barbárie dos relacionamentos humanos.
As conversas entre os quatro são constantemente interrompidas pelo celular de Alan (Christopher Waltz), advogado de uma multinacional farmacêutica acusada de vender remédio para cardíacos que produz efeitos colaterais. Sua mulher, Nancy (Kate Winslet) é uma dondoca de nariz em pé, que se acha melhor do que os outros. Penelope (Jodie Foster) é uma dona de casa vagamente interessada em arte e seu marido, Michael (John C. Reilly), parece um simplório vendedor de produtos domésticos.
Nada é tão claro ou tão linear. Visto de perto, ninguém é normal, afirma um filósofo do cotidiano brasileiro, e essas primeiras impressões vão se contradizendo, negando-se, alterando-se em contato com as outras. Pouco a pouco, vamos sendo levados para perto do coração selvagem, esse núcleo de instintos pouco civilizados, núcleo da nossa natureza.
Nem é preciso dizer que o tema de entrelinhas de Deus da Carnificina é a hipocrisia. Todos são capazes de pensamentos politicamente corretos, mas também se mostram dispostos a usar as armas mais baixas e letais quando se trata de defender o interesse próprio. Pode-se dizer isso das pessoas comuns, que tentam resolver um conflito entre os filhos ou entre países que começam uma guerra. Pode também ser visto como um comentário sobre a dupla moral e de como perspectivas éticas se mostram flexíveis para defender interesses. Ocupa-se para libertá-lo de uma tirania. Mandar uma pessoa para uma instituição “para o seu próprio bem”. Enfim, tanto como as emoções, o sentimento moral do homem parece ambíguo o suficiente para acomodar interesses diferentes.
Polanski trabalhou na versão de Deus da Carnificina para cinema durante a sua prisão domiciliar na Suíça, acusado de abuso de menor nos EUA. O curioso é que toda essa discussão ética e política pode ser colocada em termos cômicos. Deus da Carnificina pode ser muito engraçado, mesmo que o riso tenha como fronteira a dor de constatarmos nossa humana fragilidade.
Fonte: O Estadão

“Root Raters”, a perigosa moda de comentar encontros sexuais na internet


“Root Raters”, a perigosa moda de comentar encontros sexuais na internet

Publicado  em: 28/06/2011
Exposição de adolescentes na rede preocupa pais, professores e a polícia
Sydney – Os chamados “Root Raters”, páginas das redes sociais criadas na Austrália e utilizadas para pontuar e comentar um encontro sexual, tornaram-se uma potencial ferramenta de difamação entre adolescentes.
A consultora em segurança na web Susan McLean explica à Agência Efe que “aparentemente este fenômeno teve origem na Austrália ou é predominantemente australiano” e foi inspirado nas conversas picantes que circulam no Facebook e em outras redes sociais similares.
Os usuários destas páginas podem dar anonimamente uma pontuação de 1 a 10 a um encontro sexual ou “root” (uma gíria vulgar australiana) e inclusive podem emitir opiniões humilhantes sobre o tamanho dos órgãos genitais e a aparência de certas partes do corpo.
Na Austrália, por exemplo, o “Root Rater” no Twitter convida os usuários a “compartilhar” um encontro “fantástico” identificando a pessoa e sua cidade, além de dar uma pontuação e detalhes do ato mediante o anonimato de quem comenta.
“Tamanho decente (do pênis)”, “grande traseiro” e “nota 9 porque não foi suficiente” estão entre os comentários mais moderados feitos neste tipo de páginas que aparecem e desaparecem rapidamente porque muitas vezes são fechadas pelas próprias redes sociais ou denunciadas às autoridades.
Centenas de adolescentes na Austrália visitaram e deixaram seus comentários nestas páginas que surgiram há poucos meses e tendem cada vez mais a se concentrar em uma região geográfica pequena, como uma escola ou um bairro.
Os escândalos em torno dos “Root Raters” se sucedem na Austrália e preocupam pais, professores e autoridades.
Nesta semana foi fechado um destes sites nos balneários do norte de Sydney que já contava com 1,2 mil usuários, entre eles alunos de várias escolas da região, informou o jornal “Sydney Morning Herald”.
Neste “Root Rater” há comentários de uma adolescente com “muitos pelos” e de outra “sempre disposta” a fazer sexo, o que motivou a diretoria das escolas a abrir uma investigação sobre o caso.
Apesar da crueldade e da vulgaridade dos comentários, quase dois terços do que os adolescentes publicam nos “Root Raters” é “remotamente verdade”, afirma McLean, que foi a primeira agente da Polícia do estado australiano de Victoria a se especializar em segurança na internet.
Muitos dos jovens não tiveram os encontros sexuais que relatam nas redes, mas divulgam nomes e fotos com o fim de ferir e humilhar as vítimas dos comentários, destaca a especialista.
O jornal “The Northern Star” publicou neste mês o caso de Renee Joslin, uma jovem de 18 anos, que fez uma dura crítica sobre este tipo de atividades no site “Lismore Root Rater” e, em dez minutos, já havia comentários sobre seus atributos sexuais.
Tanto as autoridades australianas quanto os especialistas advertem que aqueles que fazem comentários nestas redes sociais podem ser acusados de difamação, assédio sexual ou punidos por violar uma lei federal sobre o uso de internet para ameaçar, ofender ou intimidar uma pessoa.
Os adolescentes, cada vez mais imersos no uso das novas tecnologias, passam a utilizar este tipo de páginas de forma “impulsiva” e “instantânea”, enquanto os adultos consideram que esta atividade pode ser “divertida”, avalia McLean.
Fonte: Exame

A construção subjetiva infantil segundo Melanie Klein


A construção subjetiva infantil segundo Melanie Klein

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    Como ocorre o desenvolvimento infantil segundo Melanie Klein? Na psicanálise construída por Melanie Klein encontramos o conceito de posição, tal conceito remete a forma de como se constitui a subjetividade do bebê, e para Klein existem duas formas de constituição da subjetividade ou duas posições, que acontecem de forma processual. Tais posições podem ser denominadas de posição esquizo-paranóide e posição depressiva.
A posição esquizo-paranóide inicia no nascimento até os seis meses de idade. Na posição esquizo-paranóide o desenvolvimento do eu é determinado pelos processos de introjeção e projeção. A primeira relação objetal do bebê ocorre com o chamado seio amado e odiado – seio bom ou seio mau. Os impulsos destrutivos e a angústia persecutória encontram-se no seu apogeu, assim como os processos de divisão, onipotência, idealização, negação e controle dos objetos internos e externos.
Segundo Melanie Klein a defesa primordial é a clivagem, o seio é o objeto primordial e será dividido em seio bom e seio mau, ou num bom objeto que o bebê possui e num mau objeto que está ausente, como mãe nunca está sempre presente na vida bebê para amamentá-lo ela se torna ausente e o bebê com isso inaugura o processo de clivagem em sua subjetividade. Ele percebe o seio como “bom” porque o amamenta e como “mau” porque se ausenta.
Como se percebeu, o bebê nessa fase se relaciona com objetos parciais, o seio bom e mau, um objeto ideal e outro persecutório. Porém, o objeto mau é projetado para fora do bebê como sendo perseguidores e destruidores do objeto bom. Nessa fase vemos a existência de uma angústia persecutória, então a meta da criança nessa fase é de possuir o objeto bom e introjetá-lo e também de projetar o objeto mau para fora e assim evitar os impulsos destrutivos.
Num segundo momento, se desenvolve a posição depressiva, ela inicia aos seis meses de idade, nesse momento a relação do bebê com o mundo externo se torna mais diferenciada, aumentando sua capacidade de expressar emoções de se comunicar com as outras pessoas.
Nesse momento, o bebê reconhece a mãe como um único objeto, ou seja, o bebê começa a reconhecer a mãe como uma pessoa total com existência própria e independente, fonte de experiências boas e más. A criança compreende pouco a pouco que é ela quem ama e odeia a mesma pessoa, sua mãe, e assim inaugura a experiência do chamado sentimento de ambivalência.
Agora o bebê percebe que antes temia a destruição do seu objeto amado por perseguidores e agora ele teme que essa sua agressão possa destruir o objeto ambivalentemente amado e odiado. Sua angústia deixa de ser paranóide pra ser depressiva. E assim começa a se originar sentimentos de culpa e luto, como afirmar Melanie Klein.
Com isso se inicia um processo de reparação dessa relação objetal ambivalente. É com esse processo de reparação desse luto e culpa é que será a melhor saída da posição depressiva. Esse processo se dá com a aceitação da perda de parte do objeto, ocorrendo essa condição o bebê poderá restaurá o objeto amado, porque somente assim ele poderá reparar o desastre ocorrido e assim preservar o objeto amado de outros ataques dos objetos maus, esse processo de superação e reparação, segundo Melanie Klein, é o chamado de trabalho de luto.
Através da aceitação da perda é que o bebê passa a trabalhar saudavelmente a construção de sua subjetividade.
E de acordo com Melanie Klein, nós sempre estaremos vivendo as posições esquizo-paranóide e depressiva ao decorrer de nossas vidas, sempre de forma alternada, segundo a psicanálise kleiniana, essas são as únicas formas de se viver a angustiante e terrível vida humana.
REFERENCIAL BIBLIOGRAFICO

COSTA, Teresinha. Psicanálise com crianças. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 2007.
NASIO, J. –D. Introdução às Obras de Freud, Ferenczi, Groddeck, Klein, Winnicott, Dolto, Lacan. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 1995.
Cleison Guimarães é aluno do 5º período da graduação do curso de Psicologia do Centro Universitário do Norte – UNINORTE. Além de estudante é escritor iniciante. Ele mantém um blog – cleisonguimaraes.blogspot.com. No seu blog você pode encontrar contos de sua autoria, dicas de música e de outros escritores, pensamentos sobre o cotidiano e relatos de episódios de sua vida. Você também pode encontrá-lo no Twitter – twitter.com/cleisonguiraes. Ele também é colunista da revista on-line Gosto de Ler, onde ele escreve contos e indica leituras de romances, nesse link você poderá ler suas matérias:http://www.gostodeler.com.br/curriculo/464/cleison_guimaraes.html

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Psicologia do Artista...


Para a Psicologia do Artista


Para que haja arte, para que                haja alguma acção e contemplação estéticas, torna-se indispensável uma condição fisiológica prévia: a embriaguez. A embriaguez tem de intensificar primeiro a excitabilidade da máquina inteira: antes disto não acontece arte alguma. Todos os tipos de embriaguez, por muito diferentes que sejam os seus condicionamentos, têm a força de conseguir isto: sobretudo a embriaguez da excitação sexual, que é a forma mais antiga e originária de embriaguez. Também a embriaguez que se segue a todos os grandes apetites, a todos os afectos fortes; a embriaguez da festa, da rivalidade, do feito temerário, da vitória, de todo o movimento extremo; a embriaguez da crueldade; a embriaguez da destruição; a embriaguez resultante de certos influxos meteorológicos, por exemplo a embriaguez primaveril; ou a devida ao influxo dos narcóticos; por fim, a embriaguez da vontade, a embriaguez de uma vontade sobrecarregada e dilatada. — O essencial na embriaguez é o sentimento de plenitude e de intensificação das forças. Deste sentimento fazemos partícipes as coisas, contragemo-las a que participem de nós, violentamo-las, — idealizar é o nome que se dá a esse processo. Libertemo-nos aqui de um preconceito: o idealizar não consiste, como se crê comummente, num subtrair ou diminuir o pequeno, o acessório. Um enorme extrair os traços principais é, isso sim, o decisivo, de tal modo que os outros desapareçam ante eles. 


Friedrich Nietzsche, in "Crepúsculo dos Ídolos"

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Moral para Psicólogos

                              Moral para PsicólogosNão cultivar uma psicologia de bisbilhoteiro! Nunca observar só por observar! Isso provoca uma óptica falsa, uma perspectiva vesga, algo que resulta forçado e que exagera as coisas. O ter experiências, quando é um querer-ter-experiências, — não resulta bem. Na experiência não é lícito olhar para si mesmo, todo o olhar se converte então num «mau-olhado». Um psicólogo nato guarda-se, por instinto, de ver por ver; o mesmo se pode dizer do pintor nato. Este não trabalha jamais «segundo a natureza», encomenda ao seu instinto, à sua câmara escura o crivar e exprimir o «caso», a «natureza», o «vivido»... Até à sua consciência chega só ouniversal, a conclusão, o resultado: não conhece esse arbitrário abstrair do caso individual. — Que é que resulta quando se procede de outro modo? Quando se cultiva, por exemplo, uma psicologia de bisbilhoteiro, à maneira dosromanciers parisienses, grandes e pequenos? Essa gente anda, por assim dizê-lo, à espreita da realidade, essa gente leva para casa cada noite um punhado de curiosidades... Porém veja-se o que acaba por sair daí — um montão de borrões, um mosaico no melhor dos casos, e de qualquer forma algo que é o resultado da soma de várias coisas, algo turbulento, de cores berrantes. O pior aqui conseguem-no os Goncourt: não juntam três frases que não causem simplesmente dano à vista, à vista do psicólogo. — A natureza, avaliada artisticamente, não é um modelo. Ela exagera, deforma, deixa vazios. A natureza é oacaso. O estudo «segundo a natureza» parece-me um mau sinal: denuncia submissão, debilidade, fatalismo, — esse jazer-no-pó ante os petits faits é indigno de um artista inteiro. Ver o que é — isso é próprio de um género distinto de espíritos, dosantiartísticos, dos homens de factos. Há que saber quem se é... 

Friedrich Nietzsche, in "Crepúsculo dos Ídolos"

Tema(s): Psicologia Ler outros pensamentos de Friedrich Wilhelm Nietzsche