quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sabe quando te acho sexy?




        Sabe quando te acho sexy?




Homens gostam de mulheres naturais, mulheres simples e que sabem valorizar os pequenos detalhes do próprio sex appeal.
Esses são alguns momentos que você nunca imaginou ser sexy, mas que eu garanto que você fica muito mais sexy, delicada e charmosa do que com qualquer lingerie. O charme é você ser sexy sem saber que está sendo, só para ficarmos olhando pelo cantinho da porta e pensando qualquer besteira que a nossa imaginação nos possibilita. E olha que ela é bem fértil.
Sabe quando te acho sexy?
• Natural, sem maquiagem, sem cabelo pintado, com um shortinho jeans, uma camisa básica e um rabo de cavalo.
• Quando você está lavando roupa e tira a calcinha por baixo da saia/toalha e joga na máquina.
• Quando você bota aquele pijaminha infantil de algodão e fala pra eu vir logo pra cama que o filme já começou.
• Quando te elogio e você me responde: “Jura?” toda surpresa por eu ter reparado em algo que você nem imaginava.
Quando te vejo falando público, com determinação, segura e eu aqui com o maior orgulho de você ser minha.
• Quando você entra na piscina, pede para eu não molhar o teu cabelo, eu molho e você fica puta com aquela cara de “não acredito que você fez isso”.
• Quando você está morrendo de ciúmes e só me responde “entendi” esperando uma atenção minha.
• Quando você está com um coque e uma camisa minha, sentada na minha cama trocando o canal da televisão.
• Quando você diz: “Sai daqui agora!” e eu vou… 5 min depois você vem: “Ei, não era isso que eu queria dizer…”
• Quando você está deitada de bruços, com os pés suspensos, lendo algum livro.
São pequenos detalhes, sutilezas de um cotidiano
que nos fazem ver a vida de outro jeito. Quando essas coisas banais começarem a ser observadas e principalmente valorizadas, aí sim poderemos trocar o eu e você por nós.
Mas por favor, continuem não se achando sexy com isso ou pelo menos finjam não saber, até porque o que torna tudo isso sexy é o fato de você ser, sem saber.

terça-feira, 9 de julho de 2013

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Enquanto eu estou quebrando seus códigos, você está decifrando-me.
Pois eu sou um mistério...sou um quarto fechado numa torre alta...
Aonde quer que eu vá e o que quer que eu faça, sem você não tem a menor graça. Assim como o ar, você é Vital...



segunda-feira, 17 de junho de 2013

CONTO DE FADAS...

 CONTO DE FADAS...

“Essas histórias incutem nas mentes das meninas um roteiro feminino no qual lhes ensinam a ver seus corpos como bens de comércio para conseguirem pegar não um sujeito comum, mas um príncipe, status e riqueza."

Ao invés de desenvolver suas próprias capacidades, meninas aprendem a esperar pelo “homem salvador”


Não tenho dúvidas de que os contos de fadas são prejudiciais às crianças. Mas será que pais e professores se dão conta disso? Será que percebem quais tipos de ideias estão passando para as crianças, subliminarmente, por meio desses contos? Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida.Modelos de heroínas românticas, que, ao contrário do que se poderia imaginar, no que diz respeito ao amor, ainda são parecidas com muitas mulheres de hoje. Mas isso não é à toa.Pat, engenheira de 34 anos, separada, chegou ao meu consultório e foi logo dizendo: “Não aguento mais ter que arranjar dinheiro para pagar as contas e resolver tudo na minha vida. Estou buscando um marido que me proteja, cuide de mim e me sustente. Minha filha, no seu aniversário de seis anos, pediu uma festa com o tema de Cinderela. Ela até se vestiu dessa forma. Assim é bom, porque ela já vai se acostumando com a ideia de que é importante procurar um homem bem diferente do pai dela, que não tem dinheiro. Quando ficar maior, mesmo que tenha uma profissão, espero que se case com alguém que a proteja e garanta seu sustento.”

Desde a Antiguidade as mulheres detinham um saber próprio, transmitido de geração em geração: faziam partos, cultivavam ervas medicinais, curavam doentes. Na Idade Média seus conhecimentos se aprofundaram e elas se tornaram uma ameaça. Não só ao poder médico que surgia, como também do ponto de vista político, por participar das revoltas camponesas. Com a “caça às bruxas”, no século XVI, 85% dos acusados de feitiçaria eram mulheres. Milhares delas foram executadas, na maior parte das vezes queimadas vivas.

Segundo os manuais usados pelos inquisidores, é pela sexualidade que o demônio se apropria do corpo e da alma dos homens, dominando-os através do controle e da manipulação dos atos sexuais. 
Não foi assim que Adão pecou? Como as mulheres estão essencialmente ligadas à sexualidade, elas se tornam agentes do demônio (as feiticeiras). Rose Marie Muraro na introdução do livro "O martelo das feiticeiras", escrito por dois inquisidores em 1484, chama a atenção para um detalhe importante: “eram consideradas feiticeiras as mulheres orgásticas e ambiciosas, as que ainda não tinham a sexualidade normatizada e procuravam se impor no domínio público exclusivo aos homens.”

Foto: Reprodução
Final para Branca de Neve foi feliz, ao lado do príncipe em um castelo
A partir daí podemos entender melhor como as mulheres e as personagens femininas das histórias infantis foram se tornando passivas, submissas, dóceis e assexuadas. Em "Cinderela", "Branca de Neve" e "A Bela Adormecida" existem algumas mulheres que até fazem mágicas, mas a mensagem central não é a do poder feminino, e sim da impotência da mulher. O homem, ao contrário, é poderoso. Não só dirige todo o reino, como também tem o poder mágico de despertar a heroína do sono profundo com um simples beijo. Além da incompetência de lutar por si própria, comum às principais heroínas, Cinderela é enaltecida por ser explorada dia e noite, trabalhando sem reclamar e sem se rebelar contra as injustiças. Padece e chora em silêncio. Seu comportamento sofrido, parte do treinamento para se tornar a esposa submissa ideal, é recompensado: seu pé cabe direitinho no sapato e ela se casa com o príncipe.
No entanto, o mais grave nos contos de fadas é a ideia de que as mulheres só podem ser salvas da miséria ou melhorar de vida por meio da relação com um homem. As meninas vão aprendendo, então, a ter fantasias de salvamento, em vez de desenvolver suas próprias capacidades e talentos. As heroínas das histórias estão sempre ansiosas em fazer o máximo para agradar ao homem, ser como ele deseja, e acreditam que adequar seu corpo à expectativa dele é fundamental. Não se esqueça de que Cinderela e todas as moças do reino tentam se ajustar ao sapatinho encontrado pelo príncipe — a madrasta orienta as filhas a cortar um pedaço do pé para corresponder ao que o homem espera delas.

A historiadora americana Riane Eisler afirma que “essas histórias incutem nas mentes das meninas um roteiro feminino no qual lhes ensinam a ver seus corpos como bens de comércio para conseguirem pegar não um sujeito comum, mas um príncipe, status e riqueza.Em última análise a mensagem dos ‘inocentes’ contos de fadas, como Cinderela, é que não somente as prostitutas, mas todas as mulheres devem negociar seu corpo com homens de muitos recursos.”

Em vez de desenvolver suas próprias potencialidades e buscar relações onde haja uma troca afetiva e sexual, em nível de igualdade com o parceiro, muitas mulheres se limitam a continuar fazendo tudo para encontrar o príncipe encantado.
O que você pensa a respeito dos contos de fadas? Deixe seu comentário no campo abaixo!Há um tempo atrás perguntei a algumas pessoas o que eles pensam a respeito dos contos de fadas.
A grande felicidade não é encontrar um homem, é encontrar a si própria. Se a mulher encontrar um parceiro, tudo bem, mas se não encontrar, ela está ótima. O grande encontro do homem e da mulher é cada um consigo próprio. Cláudia Alencar (atriz)Estamos caminhando para a dissolução do molde romântico. É um processo muito lento, talvez demore 100 anos; o ser humano levou um tempão para construir esse projeto de infelicidade. Ele chegou ao apogeu no século XIX e só nos demos conta da falência disso na virada do século, quando o Dr. Freud preconizou que o ser humano só pensa em sacanagem. Coisa que a gente já sabia há muito tempo, mas só se tornou explicitada a partir da reflexão dele. A partir dessa incompatibilidade entre a superestrutura dos sonhos e a infra-estrutura dos instintos estamos vivendo um momento conflitivo em que as coisas estão se transformando para melhor, principalmente nessa área da sexualidade e dos afetos. Geraldo Carneiro (poeta e escritor)
Há toda uma estrutura vigente que desinforma e continua insistindo nessas mentiras. As próprias novelas criam um romantismo falso, bastante prejudicial e os danos são profundos. Mas as questões sobre amor e sexo são vitais por estarem estreitamente ligadas à nossa felicidade. Chico Azevedo (dramaturgo e escritor)

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Livros e Filmes

Livros e Filmes



Comportamento verbal, aprendizagem operante e isolamento social
Filme: Nell
Diretor: Michael Apted
Ano: 1994
Categoria:Psicologia
Criada pela mão paralítica, Nell vive, até os 30 anos, em total isolamento social. Após a morte da mãe, Nell desperta o interesse do Dr. Lovell e da doutora Paula, psicóloga que insiste em adequá-la à realidade. Mas será certo civilizar uma pessoa selvagem, sem que ela deseje realmente isso? Vivendo completamente isolada, Nell desenvolveu uma linguagem própria. Por isso, ela só consegue comunicar-se através da dança, da mímica e de um conjunto de expressões bem particulares. a trama permite a discussão de conceitos referentes ao comportamento verbal, possibilitando a compreensão de como o "falar" é aprendido por condicionamento operante e de como cada resposta adquire função no ambiente.
Onde encontrar? Clique aqui.



Treino parental, terapia infantil e familiar
Livro: Eduque com Carinho
Autora: Lídia Weber
Editora: Juruá
Categoria: Psicologia
A Analista do Comportamento, Lídia Weber, ensina a partir de dados científicos, princípios comportamentais que regem o comportamento das crianças e adolescentes e traduz de forma bem humorada termos técnicos da Psicologia, mostrando aos pais que há equilíbrio entre amor e limites. O livro Eduque com Carinho traz reflexões, histórias interessantes,  exercícios para treinamento de certos comportamentos e atitudes essenciais, humor e poesia, e os 12 princípios da educação positiva embasados em pesquisas científicas.
Onde encontrar? Clique aqui.



Cultura, reforço social e práticas culturais
Filme: O Senhor das Moscas
Diretor: Harry Hook
Ano: 1990

Perdido em uma ilha deserta, um grupo de meninos luta pela sobrevivência e ao interagirem entre si, sem normas sociais, os meninos começam a disputar por poder. Essa poderosa mudança de comportamentos transforma garotos normais em assassinos primitivos, iniciando uma batalha devastadora do bem contra o mal e trazendo à baila a perturbadora metáfora do selvagem que há dentro de todos nós. Fantástica história que permite ampla compreensão de comportamentos sociais e práticas culturais.
Onde encontrar? Clique aqui,


Cultura, práticas culturais e Antropologia
Livro: Vacas, Porcos, Guerras e Bruxas: os enigmas da cultura
Autor: Marvin Harris`
Editora: Civilização Brasileira
Categoria: Antropologia
Por que razão as mais diversas culturas humanas, através dos séculos, assumem tabus os mais estranhos e inexplicáveis, tais como horror às carnes de vaca ou de porco, crença em práticas demoníacas, de feitiçaria, magia negra, estranhas práticas sexuais, etc? Marvin Harris - professor catedrático de Antropologia na Universidade de Colúmbia, autor de seis livros de ciência antropológica - responde "Vacas, Porcos, Guerras e Bruxas" a todas essas perguntas, situando-as em seus devidos contextos ecológicos, econômicos e sociais, em posição decididamente contrária ao culto da irracionalidade da atual contracultura, num veemente apelo à consciência objetiva e a um engajamento político racional, demonstrando como são claros esses enigmas da cultura.
Onde encontrar? Clique aqui. 
Há também unidades semi-novas à venda em sebos, confira aqui.



Comportamentos inadequados socialmente
Livro: O Alienista
Autor: Machado de Assis
Editora:  L&PM Editores
Categoria:  Literatura Brasileira
No livro O Alienista, Machado de Assis conta de forma bem humorada a história de Simão Bacamarte, um psiquiatra que decide se aventurar na compreensão dos comportamentos ditos como loucura. O livro, escrito no século XIX, indica que a incompreensão das peculiaridades do comportamento humano não é característica da atualidade, e reflete um desejo generalizado pela busca desse tipo de conhecimento. Um romance curto, divertido e com toda a genialidade linguística do maior e mais consagrado autor da literatura brasileira.
Onde encontrar? Clique aqui. 
Existe também uma fantástica versão em quadrinhos, confira aqui!


Religião e Ciência

Livro: Conversa Sobre a Fé e a Ciência
Autores: Waldemar Falcão; Frei Betto e Marcelo Gleiser.
Editora: Nova Fronteira
Categoria: Ciências Humanas e Sociais / Filosofia
O livro “Conversa sobre a fé e a ciência” apresenta uma riquíssima discussão entre Frei Betto, um renomado e intelectual Frade dominicano, e Marcelo Gleiser, um dos mais influentes físicos brasileiros da atualidade. Ambos "conduzem um diálogo franco e transparente, permeado pela simplicidade e surpreendentemente harmônico sobre questões que muitas vezes nos parecem dissonantes”.
Onde encontrar? Clique aqui.

Filogenia e Seleção Natural
Livro: O Animal Moral
Autor: Robert Wright
Editora: Campus
Categoria: Psicologia
Conduzindo uma analogia entre a história de vida de Charles Darwin e a teoria da evolução, o livro “O Animal Moral” apresenta uma fascinante explicação do comportamento humano em nível filogenético, mostrando ao leitor o valor de sobrevivência de cada ação dos organismos na Terra. Além disso, mostra diversos estudos da Psicologia Evolucionista e como autores neo-darwinistas deram prosseguimento à teoria da evolução com recentes descobertas a respeito da seleção natural.
Onde encontrar? Clique aqui.
  

Terapia Familiar
Filme: Bem-vindo à Casa de Bonecas
Diretor: Todd Solondz
Ano: 1995
"Bem-vindo à Casa de Bonecas" é um retrato cáustico e cruel do isolamento social a que os indivíduos que não se encaixam nos padrões ditos "normais" são submetidos, além de ser uma demolidora visão da típica família norte-americana dos anos 80. Humor negro e drama em um dos filmes mais emblemáticos do novo cinema americano. 
A história apresenta o tratamento diferenciado da mãe com as irmãs, o que gera competição fraternal. Além disso, deixa claro o papel do reforço social e a importância que ele exerce da construção da auto-estima.
Onde encontrar? Clique aqui.

Motivação e Operação Estabelecedora
Filme: À procura da Felicidade
Diretora: Gabriele Muccino
Ano: 2006
Chris Garner, um vendedor que vive no limite da linha da pobreza e tem que criar sozinho o filho de 5 anos, arruma um estágio sem remuneração em um programa ultra-competitivo de analista financeiro e, enfrentando enormes dificuldades para sobreviver, dá a volta por cima para se tornar uma lenda em Wall Street.
Sob condições de privação e estimulação aversiva, o protagonista apresenta alta motivação para comportamentos que promovem a sobrevivência de sua família.
Onde encontrar? Clique aqui.
  

Behaviorismo e Condicionamento Respondente
Filme: Laranja Mecânica
Diretor: StanleyKubrick
Ano: 1971
Ambientado numa Inglaterra num futuro indeterminado, o filme mostra a vida de um jovem, chamado Alex, cujos gostos variam de música clássica (Beethoven), a estupro e ultraviolência. Ele é o líder de uma gangue de arruaceiros, aos quais se refere como "druguis". Ao ser preso, Alex passa por um tipo “novo” de tratamento, baseado em condicionamento respondente.
O filme apresenta uma crítica ao Behaviorismo Metodológico de Watson, versão anterior ao Behaviorismo Radical de Skinner.
Onde encontrar? Clique aqui.
Veja um interessante artigo, com uma análise comportamental do filme no livro “Skinner vai ao Cinema”, disponível aqui.

domingo, 16 de junho de 2013

Filme O Lado bom da Vida...


 O Lado bom da Vida...

Amores idealizados não tem defeitos, afinal não são humanos.
Amores possíveis são muitas vezes nossos espelhos, mostram quem somos.
Por isso muitas vezes preferimos viver de lembranças.Para que não haja o confronto de quem pensamos ser e o que somos de verdade.






“Como fica forte uma pessoa
quando está segura de ser amada”.

(Freud)
 

O comportamento humano é o produto da nossa atividade encefálica.
Nosso encéfalo encontra-se localizado no interior do crânio e é formado por estruturas que funcionam de maneira integrada, fazendo a ligação entre o sistema nervoso e o sistema endócrino, regulando nossas necessidades biológicas básicas (exs: fome, sede, sono, desejo sexual, circulação sanguínea, temperatura do corpo) e por esse motivo é considerado o orgão "guardião do corpo".

Cada um de nós tem a sua singularidade, a sua subjetividade, com comportamentos que podem ou não (dependendo da cultura) serem considerados bizarros ou esquisitos.

Atenção:
Todos nós temos as nossas *esquisitices*,nosso jeito de ser e é bom que seja assim. Não somos ser humanos fabricados por série, para sermos todos iguais.
Uma pessoa é considerada mentalmente alterada e precisando de cuidados médicos, quando seus comportamentos causam prejuízos funcionais e dificuldades de adaptação.
É a nosso funcionamento na vida que vai mostrar até que ponto nossas esquisitices estão dentro da normalidade.(ou não).

No filme O lado bom da vida, Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper), foi diagnosticado como portador do distúrbio bipolar.
Pat exibia um comportamento agressivo, que culminou numa agressão violenta ao homem com o qual a sua mulher o traiu.

Freud no livro Mal-estar na Civilização reconhece na agressividade inata do homem a principal ameaça à vida em sociedade.
 

Para a psicanálise amor e ódio são os dois sentimentos base nos quais -e a partir deles - se constroem –ou se destroem-as relações humanas

Desde muito cedo na vida aprendemos a experiência de nos esforçarmos para não nos sentirmos excluídos (-“Vou ser bonzinho para minha mãe me amar”.).
Já nascemos enamorados e carentes de amor, e se não encontramos pela vida afora um abrigo que acolha e contenha nossas dores, adoecemos.

Como rejeições e disputas fazem parte da nossa existência, todos nós-dependendo do motivo ou em situações extremas, podemos libertar nossa fera; a nossa forma -não o certo ou errado- de enfrentar o ódio que trazemos dentro de nós, já que vivemos o abandono, o desamparo, e a insegurança, mesmo quando negamos e maquiamos, emprestando a realidade -magicamente- apenas o lado bom da vida.

Há um limite de angústia suportável-para cada um há uma medida-que ultrapassado, faz surgir o sintoma.

O filme o lado bom da vida fala dos encontros e desencontros, da normalidade, ou da desordem psíquica e das forças que nos habitam: Força da vida (Eros) e Força de morte. (Thânatos).

Tudo começa com nossas emoções.

Mas afinal o que é uma emoção?
Emoção é uma resposta do organismo a um evento externo ou interno que gera excitação fisiológica, expressões faciais, movimentos do corpo e sentimentos.

São as nossas emoções que dirigem os nossos comportamentos.
Já pensou o poder que as emoções têm na nossa vida?
 

E é aqui-nas emoções- que moram as dificuldades das pessoas que sofrem do transtorno bipolar, pois as emoções dão o tom das nossas experiências.
É a interpretação do estímulo que faz detonar a emoção, e que depende dos nossos conteúdos internos.
Nossa fisiologia é alterada- uma enxurrada de neurotransmissores provoca alterações nas sinapses provocando aumento ou diminuição de atividade em vários centros cerebrais.

Por isso a tomada de decisão depende de como percebemos o ambiente e os estímulos.
Lembra de Pat no consultório do analista?
Ele escutou uma música que o fez lembrar de Nikki (sua ex mulher) e por conta disto ficou alterado e quebrou a sala de espera.

Que mistério cada ser esconde dentro de si, não é mesmo?

A mesma música que me faz ter lembranças de carinho e amor,  pode ser –para um outro - deflagradora de gestos agressivos e violentos.

Pat era completamente solto emocionalmente. Ele tinha dificuldades em assumir compromissos com o *Outro social*.
Lembra da cena quando Pat lia um livro e ele não gostou do final, correu ao quarto dos pais, - eram 4 horas da manhã-ele os acordou e falava sem parar, depois jogou o livro pela janela quebrando as vidraças.
Esse é um comportamento bem típico de pessoas com transtorno bipolar.
Eles regridem feito crianças que ainda não aprenderam a ter controle sobre seus impulsos.

É a capacidade de pensar que organiza o nosso caos interno. É no equilíbrio das emoções - na busca pelo menos - que encontramos alívio e suporte para nossas perdas.

Quando crianças começamos a experimentar as nossas primeiras perdas... no animal de estimação que morre... nos brinquedos perdidos...e no contato com as dores naturais da vida.
São essas experiências- e como as vivemos- que vão formatar a estrutura da nossa base emocional.

Tratamentos para o distúrbio bipolar:

Na clínica onde Pat estava internado, num recorte de uma cena ele joga no lixo o remédio que a enfermeira acabava de ministrar a ele. Essa é uma atitude muito comum aos portadores de transtornos mentais, já que são doenças que parecem ser invisíveis, diferente de quando temos alguma infecção ou alguma dor em algum membro.
A pessoa que possui o transtorno não tem consciência do seu estado e *imagina* que está bem.

Como há uma desregulação dos neurotransmissores o tratamento deve ser profilático, ou seja, num continuum, mesmo quando não estão em crises, a medicação deve ser usada.
Os estabilizadores de humor são os medicamentos mais utilizados, mas é o psiquiatra que vai receitar nas doses certas.

Concomitantemente a psicoterapia pode ajudar nas adaptações, na qualidade de vida, mas principalmente no autoconhecimento.

Freud dizia que a psicanálise é a cura pela palavra.
São as palavras que vão formando nossos pensamentos e ao verbalizá-las vamos organizando nossa vida psíquica.
Conhecer quando, e porque agimos de uma determinada maneira vai nos ajudar a enfrentar o inusitado da vida, os “nãos” que insistimos em não querer escutar.

Pat não queria se olhar “por dentro”, ele dizia que era seu pai que era “estourado”.
Aliás, ver nos outros o que somos é mais fácil e menos doído.

A conscientização do portador quanto ao seu transtorno é fundamental para o tratamento e só acontece-normalmente- quando há grandes perdas na sua vida.
Precisamos que nosso pensamento - nossa instância mediadora da realidade-seja capaz de julgar adequadamente as situações, permitindo resolver nossos problemas e tomar as nossas decisões.


Nas sessões de psicoterapia nossas experiências serão desenterradas, dissecadas, para que sejam reconhecidas e integralizadas na consciência não para autocobranças, mas para aprendizado.
Mas pode doer, porque viver dói muitas vezes e para todos nós.

No tratamento psicoterápico as feridas são re-abertas para sair o pus e o sangue, para só então poderem cicatrizar.
Na complacência do perdão e com a releitura dos acontecimentos e circunstâncias do passado, vamos ressignificando o presente com a ajuda do psicoterapeuta.


Tiffany (Jennifer Lawrence)



Com Tiffany- que também tinha problemas psíquicos, Pat
se recusava a viver uma relação de amor que havia renascido em seu coração.
Ele preferia se refugiar nas suas lembranças e num amor idealizado com Nikki, sua ex-esposa.
Pat se escandalizava com ela, desde que ela confessou que havia transado com todos os que trabalhavam com ela. (eram onze).
É um dos sintomas do distúrbio bipolar.
A promiscuidade sexual.
São as compulsões, que acontecem para tamponar a angústia interna.

Tiffany com seu amor,com seu cuidado e atenção conseguiu fazer com que Pat, dançando com ela - se reconectasse com a vida real, quando ele pode então viver –com ela-um amor possível.

Amores idealizados não tem defeitos, afinal não são humanos.
Amores possíveis são muitas vezes nossos espelhos, mostram quem somos.
Por isso muitas vezes preferimos viver de lembranças.Para que não haja o confronto de quem pensamos ser e o que somos de verdade.


Esse filme mostra de uma maneira simples e bem humorada o cotidiano dos portadores de bipolaridade e de quem convive com eles.

Quero terminar meu texto com uma pontuação importante:
Preste atenção, por favor:

Você é muito mais do que seu diagnóstico, seja ele qual for.
Saiba que dentro de nós moram forças poderosas que podem vencer as nossas contradições, e nossas dificuldades.
Não desista de ser quem você é, com seu lado capenga , mas principalmente com suas qualidades.
Não desista dos seus sonhos  e de ver o lado bom da vida apesar da brutalidade da existência.

Acredite: há em nós , bem lá no íntimo do nosso sera ternura capaz de neutralizar e fazer brilhar as nossas noites que são muitas vezes mais escuras do que toda a escuridão do mundo.


Paz para você, sempre!
Maria Poesia.

sábado, 15 de junho de 2013

SEXO SEM SEXO

SEXO SEM SEXO

Você já experimentou fazer sexo sem sexo?


Só presença

As pessoas sabem fazer movimentos, manobras, posições, mas sexo mesmo ninguém sabe, principalmente aquele que tem outra pessoa única num momento único que nunca vai poder se repetir.
O sexo normalmente distrai as pessoas, todo mundo acha que sabe fazer, mas ninguém tem real certeza de como é. O motivo é simples, cada relação sexual é única e um enigma.
Cada ato sexual só pode ser vivido uma vez na vida e jamais reproduzido como um laboratório.
Portanto, faça uma experiência, tente fazer sexo sem o sexo que você conhece.
Esteja plenamente presente com sua parceira(o) sem a obrigatoriedade de gemidos, gozos ou penetrações, se surgirem tudo bem.
Nessa experiência entenda que o sexo não é tudo, ele não substitui todos os prazeres que um casal pode desenvolver dentro e fora da cama. Descubra as infinitas formas de experimentar intimidade a dois sem que ninguém esteja gemendo.
A maioria desconhece aquela “tática” de olhar nos olhos por mais de 30 segundos sem se constranger em ver e ser visto em profundidade. Sexo é fácil em comparação a isso.
Olhe, apenas olhe, esteja presente, entre com força no olhar que ela(e) responde. Não se explique, relaxe, entregue seu coração a esse momento que não pode voltar. Respire, deixe suas fantasias de lado, a melhor imagem possível é aquela que brota na sua frente, aqui e agora. Perceba a entrega do outro, contemple essa beleza sem nome.
Ali não existe história, passado, repertório ou qualquer outro, só vocês dois. Emocionalmente desnudos, psicologicamente desarmados, só presença, sem medo, cobrança ou tesão.
É um tesão que não vem do genital, mas da presença e da conexão, uma vontade de respirar o outro sem precisar fazer nenhum movimento corporal. Esse tipo de conexão profunda deixa seus sentidos soltos e sua mente leve.
Se você conseguir deixar o sexo de lado esse pode ser o melhor sexo de sua vida.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Roubada da vez: “Ainda faço ele mudar”


Roubada da vez: “Ainda faço ele mudar”

Doce ilusão de quem é TRAÍDA.....


Um dia desses, me deparei com um caso que me causou um misto de comoção e cumplicidade, típico de quem assiste O Diário de Bridget Jones e tem vontade de devorar uma barra de chocolate ao som de Out Of Reach, quando a protagonista aparece curtindo uma dor de cotovelo por estar caidinha pelo chefe bonitão e nada monogâmico, vivido por Hugh Grant.
Na trama da vida real, Bridget não é jornalista. Tem cerca de vinte anos, é linda, inteligente, carinhosa e está há mais ou menos um ano enrolada com outro bonitão, que insiste em deixar claro que não pensa em relacionamento sério. Fica inclusive com outras garotas. Ela sabe e detesta esta condição, mas, resignada, se empenha ao máximo para agradá-lo. Faz tudo que ele gosta na cama, é companheira e chega a ser a queridinha da pseudosogra! Mesmo assim, Bridget não nota qualquer indício de que a friendzone colorida deve se transformar em algo mais sério. Afinal, onde foi que ela errou?
Como sigo a linha pé no chão em todas as questões relacionadas a vida a dois, considero indício de roubada a velha história de uma mulher transformar o cara descolado no típico namorado fiel. Acredito que o principal equívoco da nossa colega seja atribuir a ela uma mudança que só depende única e exclusivamente do cara de quem ela está a fim. É preciso que ele esteja realmente a fim de renunciar a certos hábitos. E, acreditem, quando os homens realmente estão interessados deixam isso bem claro até porque costumam ser muito mais simples, objetivos e avessos a mimimis do que nós.
E outra: qual a finalidade de começar um relacionamento com alguém que você só aceita se passar por uma mudança arbitrária? Não estou fazendo campanha a favor da síndrome de Gabriela. Detesto aquela desculpa cômoda de “eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim” até porque, na prática, as duas partes deverão negociar e ceder para que haja um equilíbrio. A diferença é que, em uma relação saudável, toda mudança é feita de forma consensual e está ligada à vontade de ver o outro um pouco mais feliz. Sinceramente, só vejo dois desfechos para qualquer transformação desencadeada exclusivamente pela nossa Bridget: ter uma relação na qual o bonitão finge ser alguém para agradá-la, mas pula a cerca direto, ou ainda o término do romance, com o cara dando preferência a outras meninas que estejam na mesma vibe de ficar e não se apegar.
O mais curioso é que não é só a Bridget da vida real que pensa sim. Volta e meia, me deparo com mulheres que, movidas por ciúmes e inseguranças bobas, fazem o mesmo com seus parceiros. Chope com os amigos? Não, só se eu estiver por perto. Jogo de futebol na TV? Não, tem que ver filme ao meu lado e fazendo cafuné. Amigas para conversar? Não, sua única e exclusiva sou eu. Todas as outras são vagabundas. Em longo prazo, toda esta pressão leva a um desgaste e uma frustração que prejudicam – e muito – o casal que vive fechado em si mesmo. Daí, a ideia equivocada de que relacionamento é uma prisão.
Nesta primeira coluna, o recado que deixo para a mulherada é respeitem vocês mesmas, se valorizem, e digam adeus às neuras diversas que volta e meia nos perseguem, especialmente a de que não somos suficientemente boas para estar com alguém. Esta atitude é o primeiro passo para ser uma mulherverdadeiramente sexy e bem acompanhada.
E, Bridgets do meu Brasil varonil: move on! Procurem homens que sejam coerentes com o estilo que vocês buscam. Tenham foco. Lembrem-se de que também existem caras fofos no estilo Mark Darcy espalhados por aí. É claro que uma pitadinha de cafajeste a la Daniel Cleaver também é bem-vinda para dar aquela apimentada na relação.