sábado, 25 de maio de 2013

Entrevista Cedida ao NTV - Patos de Minas.

Entrevista Cedida ao NTV - Patos de Minas.
Roberta IdaFranches...
Amor pela pesquisa.


COMPORTAMENTO: Freud e as mulheres, o pai da psicanálise ajuda os homens a entender um pouco sobre elas‏.

COMPORTAMENTO: Freud e as mulheres, o pai da psicanálise ajuda os homens a entender um pouco sobre elas‏

Por mais que conheçamos as mulheres, sempre nos surpreendemos com seus desejos e pensamentos. O mais exímio conhecedor da alma feminina nunca saberá que tantos mistérios guardam uma mulher. De Don Juan de Marco à Woody Allen, nenhum deles conseguiu desvendas uma mulher sequer. Por mais que muitos homens afirmem que todas as mulheres são iguais, isso nunca será uma verdade. Até por que nem elas ao certo sabem o que querem, pois suas certezas viram dúvidas num piscar de olhos. Suas palavras podem dizer uma coisa enquanto seu coração diz outra. E por que elas são assim? Tão fortes e tão frágeis, tão decidias e tão incertas, tão independentes e ao mesmo tempo tão carentes. De onde vem essa dualidade que habita a alma feminina que deixa tantos homens desnorteados diante de certas atitudes?  Isso sem dúvida é um assunto de extremo interesse masculino, que sempre reacende as velhas questões que semeiam discussões entre homens e mulheres ao logo dos tempos. 
 


Talvez essas questões respondam por que homens e mulheres são tão diferentes e principalmente, no nosso caso, porque elas pensam tão diferentes de nós? Coisas simples, como uma pergunta sobre o que a mulher quer fazer no sábado à noite, vira um diálogo sem fim, ou o clássico feminino que quando elas querem dizer "sim", dizem "não", e vice e versa. Vai entender. Se nem Sigmund Freud foi capaz de chegar a uma resposta que satisfizesse a pergunta, por ele um dia levantada: "Afinal, o que querem as mulheres?", que dirá nós, pobres homens com QI abaixo de Freud. Mas o que pensava "o pai da psicanálise" sobre elas? A MENSCH mergulhou no universo de Freud em busca de respostas, ou quem sabe apenas para entender as razões que formam a alma feminina que tanto nos encanta. 

Capa da revista masculina americana Esquire de 1965 que
discutia o novo papel da mulher numa sociedade
onde elas tomavam espaços que antes pertenciam
só aos homens.
Partindo do princípio... Freud era um judeu nascido em 1856 na cidade de Freiberg, que na época pertencia ao Império Austríaco. Era um médico neurologista e fundou a psicanálise numa época em que distúrbios psicológicos eram diagnosticados apenas como loucura ou coisa do demônio. Através da hipnose Freud foi tratando vários casos de doenças da mente e distúrbios. Freud acreditava que a sexualidade e a libido eram a energia motivacional primária da vida humana, assim como suas técnicas terapêuticas. Suas teorias e seus tratamentos foram controversos na Viena do século XIX e continuam a ser muito debatidos até hoje. Suas idéias são frequentemente discutidas e analisadas como obras de literatura e cultura geral em adição ao contínuo debate ao redor delas no uso como tratamento científico e médico.


Entre outras preocupações, Freud retomou a discussão da natureza do sexo feminino, abrindo para a então nova ciência do inconsciente, possibilidades ainda inexploradas. Tentou então desvendar a feminilidade, estudar a sua constituição a partir da estrutura edipiana, que constitui um dos pilares da psicanálise. Através da estrutura edipiana, Freud distribuiu as posições do pai, da mãe, do filho e da filha e detalha o papel que cada um aprende a assumir e a sua realidade sexuada ou, a resignar-se a ela, quando se trata da menina. Para ele a lei do pai, ao proibir a posse da mãe, primeiro objeto de desejo, que deverá transferir-se para outra mulher e, no caso da filha, para outro sexo, inaugura o acesso à maturidade e à capacidade do simbólico, através da prova da castração. Assim a posição de cada sexo está ligada à sua configuração morfológica. A menina é diferente do rapaz, sendo inferior a este, privada como está desse pênis que lhe falta, de que tem "inveja" e de que não encontra senão um pálido sucedâneo no clitóris.
 


O sexo feminino é definido negativamente em relação ao sexo masculino. Tornar-se mulher é aceitar não ser homem, através de um laborioso itinerário. Mas o acesso aos benefícios fálicos, à sublimação, custará caro à menina, sempre mais ou menos levada a escolher entre o prazer e o trabalho, enquanto o rapaz pode harmonizá-los. Ao mesmo tempo em que a psicanálise foi capaz de dar conta do desejo das mulheres, ela permaneceu, até então, impotente perante o seu querer, que não coincide com o seu desejo. Ainda hoje os modelos criados pela psicanálise estão enrraizados na cultura ocidental, como a "mãe má" (que não é mais, pessoalmente responsável, no sentido moral da palavra, e sim uma mãe "inadequada"), que ainda é percebida como uma mulher ao mesmo tempo malvada e doente. E conseqüentemente foram aumentados os sentimentos de angústia e culpa maternas no séc. 20. Uma de suas preocupações deslocava-se para o entendimento da psiquê da "mulher normal" ou "feminina" que é definida por Deutsch como uma tríade básica que comporia o psiquismo feminino: a passividade, o masoquismo e o narcisismo.
 
Desta naturalização das funções do corpo feminino, sobraram poucas alternativas às mulheres. Se o corpo fora feito para gerar filhos, não seria então natural que uma mulher não os tivesse, não os amamentasse, não fosse inteiramente devotada a eles. Logo, foram criados apenas dois modelos rígidos como opção para as mulheres, a que seguia a sua "natureza", que era naturalmente submissa, devotada, bondosa, comedida, discreta, boa mãe, boa filha, boa esposa, obediente, entre outros e a que não seguia a "natureza" e não era vista com bons olhos pela sociedade. Sendo assim, por tudo isso, mesmo nos dias de hoje em que as mulheres mudaram sua forma de ser e agir, lá no fundo todas as teorias psíquicas sobre a formação da mente feminina ainda refletem em seus atos. Por mais modernas que sejam, eternas questões geradas ao longo dos anos, como por exemplo, expor seus desejos e vontades, geram conflitos internos. Inseguranças e julgamentos virão de outras mulheres e delas próprias, por mais que a sociedade tenha evoluído diante da figura feminina. Assim se explica, ou não, questões simples, que na mente feminina muitas vezes geram conflitos e dualidades, como uma simples resposta para o que se deve vestir hoje à noite.
 

Afinal o que querem as mulheres? Eu responderia que querem ser entendidas, mas acima de tudo, se entenderem com elas próprias. Talvez por isso, não consigamos viver sem elas. Não dá pra ser prático e objetivo o tempo todo. Ter só botão de "on" e "off". E assim, quebrando paradigmas, os dois sexos se completam e se entendem numa eterna batalha interna em busca da evolução dos sexos.


"Descobrir o que as mulheres querem é uma tarefa árdua demais. O que uma mulher quer em determinado momento já seria demasiado digno e delicioso"
Michel Melamed, ator, interpretou o personagem André na série “Afinal o Que Querem as Mulheres?”

segunda-feira, 25 de março de 2013

Psicopatologia Fundamental e Formação do Psicólogo


Psicopatologia Fundamental e Formação do Psicólogo


Embora não seja objetivo deste texto participar do debate atual sobre as diretrizes curriculares que norteiam a formação do psicólogo, tomaremos o estudo do conhecimento (logos) da alma (psyché), o da psicologia, como exemplo de um campo onde a Psicopatologia Fundamental teria uma palavra a dizer.
A psicologia, como ciência, foi construída ao longo da história como uma tentativa de compreensão de um fenômeno social novo. O “fenômeno novo” é o sentimento de “eu”, cujas origens no ocidente encontram-se na revolução burguesa, que transformou a organização feudal, e instaurou uma nova forma de organização social. Isso significa que a psicologia surge como resposta a um movimento político historicamente datado, e que, como toda ciência emergente, é tributária da ideologia que permitiu o seu aparecimento. (Ceccarelli, 2002) Essa mesma ideologia apresenta distintas leituras do “fenômeno novo”, do “eu”, leituras essas que sustentam as diferentes epistemologias que definem tanto o normal como o patológico. Todo ensino de psicologia, em suas mais variadas áreas de atuação, apóia-se, ainda que implicitamente, em uma leitura do pathos. Essa, por sua vez, sustenta a epistemologia que define a noção de sujeito a qual, consequentemente, determina a prática e orienta a clínica: psicopatologia clínica, psicopatologia do trabalho, das relações empresariais, do desenvolvimento…
Não obstante, a complexidade intrínseca do psicopatológico indica que o objeto de trabalho da psicologia – as paixões que constituem o sujeito – não é apreensível por um discurso único e muito menos redutível à uma forma discursiva que o unifique. Daí a importância, na perspectiva de Psicopatologia Fundamental, que o estudante de psicologia tenha contato com a multiplicidade das “psicopatologias” – fenomenológica, psicanalítica, existencialista, comportamental, humanista, centrada as e outras tantas – para que ele se dê conta que a psicopatologia que sustenta a prática psicológica constitui um vasto território habitado por diferentes perspectivas epistemológicas com metodologias próprias e irredutíveis. Cada corrente teórica da psicologia propõe, dentro do referencial que lhe é próprio, possíveis apreensões do pathos que traduzem diferentes leituras do fenômeno observado – diferentes leituras do real – gerando diferentes construções da realidade.
A Psicopatologia Fundamental sugere que o estudo da psicopatologia no curso de psicologia deveria abordar os vários discursos sobre o pathos. Uma aula ideal convocaria psicopatólogos de diferentes filiações onde, a partir de um determinado fenômeno psíquico, cada teoria da polis psicopatológica tivesse direito à palavra. Teríamos, neste caso, um exercício legítimo da transdisciplinaridade tal como a entende a Psicopatologia Fundamental: uma confrontação de modelos onde aquilo que pode parecer óbvio para um, seria motivo de perguntas para outro. Além disto, tal confrontação permitiria mostrar que tanto a nossa prática, quando nossa escuta, são determinadas pelo modelo que elegemos.
Um exemplo: tanto autores da Escola Inglesa (Khan, 1979; McDougall, 1972, 1987), quanto da Americana, (Stoller, 1975, 1984; Kernberg, 1975, 1988), relatam casos clínicos de perversão trabalhados em análise com êxito. Para estes autores, a dificuldade com o perverso é suportar sua monotonia discursiva, o que requer do analista uma disposição particular para acompanhar o sujeito na repetição de sua pesquisa sexual infantil e, finalmente, introduzí-lo no mundo subjetivo de forma não ameaçadora. Já para a Escola Francesa de Jacques Lacan (Lacan, 1966, 1986) a perversão, vista como estrutura, resiste à psicanálise e o perverso não é analisável.
Ampliando a questão teríamos outro exemplo ainda mais radical: em agosto de 2004 ocorreu em Belo Horizonte o XIII Fórum Internacional de Psicanálise organizado pelo Círculo Psicanalítico de Minas Gerais. O tema do Fórum foi “As múltiplas faces da perversão”. Inspirado por ele, organizei na PUC-MG um debate sobre a perversão para o qual convidei colegas das diferentes linhas da psicologia. O resultado foi a total falta de consenso entre os debatedores sobre a definição de perversão, sua escuta e condução clínica. Ora, do ponto de vista epistemológico isso em nada nos surpreende pois, como já disse, campos diferentes, cada qual com métodos, procedimentos e objetivos próprios dificilmente se comunicam. Mas para os alunos em formação o resultado foi angustiante. Ponderaram, e com razão, que para o sujeito que procura ajuda, sujeito esse que desconhece as correntes da psicologia, seu “futuro psíquico” estaria diretamente ligado à linha seguida pelo profissional que ele elegeu. Como resolver este impasse?
A pergunta que fica é: existe uma posição, uma leitura do fenômeno, mais verdadeira do que a outra, ou devemos nos perguntar sobre os limites da teoria que norteia nossa escuta? Ou ainda: existe um modelo mais verdadeiro que outro, ou é a nossa transferência que determina nossas escolhas teórico-clínicas? (Ceccarelli, 1999) Questionar a certeza sobre a qual determinada enunciação repousa é o que caracteriza o discurso científico.
Muitas vezes devido aos complexos inconscientes que são despertados em nós pela fala daquele que está em nossa frente, apressamo-nos a buscar respostas que confortem nossas angústias. Para evitar isso, devemos estar atentos às formas discursivas que apresentam respostas para tudo e, ao mesmo tempo, não suportam críticas: quando os conceitos teóricos transformam-se em dogmas, o discurso transforma-se em religião, e seus pressupostos em leis. (Religião do latim “re-ligare” religar com Deus, ou com aquele que ditou, ou escreveu, a teoria.) Temos, neste caso, o dogmatismo onde qualquer atividade crítica é severamente punida. Não podemos nos esquecer que a dimensão imaginária da transferência pode transformar uma teoria em Verdade incontestável.
É neste sentido – cabe repetir – que as diversas leituras do fenômeno psíquico devem ser reconhecidas como possíveis. Sem este reconhecimento, nossa prática corre o risco de transformar-se em uma prática perversa no sentido empregado por Freud nos 3 Ensaios: uma fixação de uma pulsão sexual em uma única forma de satisfação.
http://ceccarelli.psc.br/pt/?page_id=179

domingo, 24 de março de 2013

Filmes...Sob olhar psicológico....




A tentação


clip_image002ASSUNTO
Fanatismo religioso, relações afetivas, familiares e sociais, traição, reabilitação em drogadicção.


SINOPSE
Gavin Nichols (Charlie Hunnam) é um jovem que está na beira de um edifício, ameaçando pular. O detetive Hollis Lucetti (Terrence Howard) é enviado para impedi-lo e, ao conversar com ele, descobre que Gavin está sendo forçado a pular antes do meio dia. A conversa faz com que Gavin e Hollis exponham seus pontos de vista religiosos, em um verdadeiro embate sobre questões filosóficas.

TRAILER

O OLHAR DA PSICOLOGIA
Além de entretenimento, os diálogos trabalham questões religiosas e filosóficas. Fé pessoal e o fanatismo religioso são trabalhados na trama, sem que o filme se torne pesado. As discussões filosóficas e teológicas estão presentes no filme. As relações afetivas, reabilitação e traição tem espaço no desenvolvimento do enredo.
O encontro entre o detetive e o suicida promove a retrospectiva da vida de ambos. O diálogo é permeado por cenas do passado que aos poucos vão dando sentido a situação do momento. O detetive é acionado para ajudar ao suicida, tentando evitar que o pior aconteça. No entanto, o  Lucetti  não está em seus melhores dias, pois acabara de descobrir que é estéril. De quem seriam os dois filhos que criou como seus?
O suicida não parece desejar mesmo morrer. Logo, compreendemos que ele está sendo obrigado, para salvar a vida de seu amor. Somos aos poucos apresentados a trama desse amor, dessa amante. Ela é casada com um fanático religioso, que além de ter convicções rígidas e ser incapaz de aceitar diferenças, cobra diariamente lealdade às suas convicções religiosas e pessoais.  A convivência do casal com Gavin e seu colega de apartamento desperta a pior face do marido: o fanatismo e o preconceito .De fato, não é possível perceber a razão de tanta tolerância por parte da esposa, que é jovem e se submete a situações constrangedoras. Aos poucos, vamos percebendo que existe uma dívida de gratidão em relação a esse marido. De fato, a esposa mantém o casamento por considerar que ele um dia a salvou. 


Garota interrompida

garota interrompidaASSUNTO
Drogas - Borderline - sexualidade – adultos

Conta a história de uma garota que tem problemas de comportamento e uso de drogas, que foi internada, pela família, em um hospital psiquiátrico. O filme mostra as relações estabelecidas entre os pacientes e dos pacientes para com a instituição, e as mudanças que ocorrem com esta personagem. Além dessa personagem aparecem outras com histórias diferentes e que nos fazem pensar nas relações humanas.
Visão da psiquiatria: Em DUBUGRAS, Maria Thereza Bonilha; MARI, Jair de Jesus; SANTOS, José Francisco Fernandes Quirino dos. A imagem do psiquiatra em filmes ganhadores do Prêmio da Academia entre 1991 e 2001. Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul,  Porto Alegre,  v. 29,  n. 1, Apr.  2007 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81082007000100018&lng=en&nrm=iso>. access on  28  July  2010.  doi: 10.1590/S0101-81082007000100018.)
SINOPSE
Em 1967, após uma sessão com um psicanalista que nunca havia visto antes, Susanna Kaysen (Winona Ryder) foi diagnosticada como vítima de “Ordem Incerta de Personalidade” – uma aflição com sintomas tão ambíguos que qualquer garota adolescente pode ser enquadrada. Enviada para um hospital psiquiátrico, onde viveu nos 2 anos seguintes, ela conhece um novo mundo, de jovens garotas sedutoras e transtornadas. Entre elas está Lisa (Angelina Jolie), uma charmosa sociopata que organiza uma fuga com Susanna, Daisy e Polly, com o intuito de retomarem suas vidas.clip_image001
Trailer


28 DIAS

ASSUNTO
Alcoolismo, Dependência Química, drogas, reabilitação
O filme retrata a rotina do alcoólatra, incluindo a negação do próprio estado, aceitação de sua reabilitação e as dificuldades inerentes. Durante sua internação, Gween contata outras histórias e aprendendo mais sobre o mundo e se redescobre como ser. Bela, bem-sucedida profissionalmente, superanimada, mas alcoólatra. Esse é o perfil de Gwen Cummings, uma competente jornalista de Nova Iorque. Uma vez na clínica, passa a obedecer regulamentos rígidos e estranhos rituais, como cantar e entoar palavras de ordem de mãos dadas com outros pacientes e, falar de seus sentimentos. Gwen vai perdendo paulatinamente seu ceticismo e inicia a longa luta para reassumir o controle de sua vida e recuperar sua saúde. Ao mesmo tempo que descobre que talvez seja possível manter um equilíbrio interior e exterior. Indicado para aqueles que conhecem o problema de perto, seja na família, consigo ou com um amigo. vale a pena conferir!
SINOPSE
Gwen Cummings (Sandra Bullock) uma escritora que leva sua vida de forma selvagem. Saltando de festa em festa, as coisas começam a mudar quando ela, bêbada, rouba a limusine no meio do casamento de sua irmã e bate com o carro numa casa. Encaminhada para um período de 28 dias numa clínica de reabilitação para dependentes, Gwen tem que aprender a vida num lugar onde as regras são rígidas e têm que ser cumpridas.

BIRD...


Dependência química, transtornos alimentares, relações familiares, sociais e afetivas.

clip_image001
ASSUNTO
Dependência química, transtornos alimentares, relações familiares, sociais e afetivas.
SINOPSE
Cinebiografia do famoso saxofonista Charles "Bird" Parker, um dos mais famosos musico da historia do jazz. Sua arte e sua vida deixou um profundo legado. O talentoso diretor/ator Clint é um aficionado de jazz de longa data, e com esse filme que fornece um retrato emocionante do jazz visionário de Charlie "Bird" Parker. Eastwood, também pinta um retrato vívido do mundo do jazz em toda sua complexidade. Forest Whitaker, como Parker, fornece uma interpretação apaixonante que ajuda a fornecer uma compreensão do gênio do homem, e das tragédias de suas crises ou do uso de drogas. Clint não faz nenhum julgamento moral em relação ao músico. Ele homenageia a sua arte e respeita o homem. Magnífica trilha sonora (ganhadora do Oscar), com os solos dos discos originais de Parker, um gênio incansável que viveu intensos 35 anos (1920 a 1955). Filme sobre um músico fantástico, tremendamente talentoso.

O OLHAR DA PSICOLOGIA
Viciado em drogas desde muito jovem, Charlie teve ao longo da sua carreira muitos altos e baixos. Charlie aprendeu a tocar ouvindo uma vitrola velha, por isso o som que produzia era único e transbordava seu amor pela música. Apesar do sucesso, o músico tinha sérios problemas com abuso de substâncias e transtornos alimentares, o que prejudica sua vida. Graças ao apoio da sua dedicada mulher Chan, que tudo fez para evitar o seu internamento numa instituição mental, Charlie continuou a tocar o seu novo estilo de música, levando a uma autêntica revolução no jazz. A trama nos brinda com sua trilha sonora invejável, principalmente para os amantes do jazz, mas também explora os transtornos psicológicos do artista.

Filme...Meu nome é KHAN

Autismo, “Síndrome de Asperger”, Luto, preconceito étnico  diferença, violência, amor, perdas, superação, potencialidades.

clip_image002
ASSUNTO 
Autismo, “Síndrome de Asperger”, Luto, preconceito étnico  diferença, violência, amor, perdas, superação, potencialidades.
Madrugada, carnaval, ligo a TV e encontro o filme no telecine. “Asperger” me chama a atenção na sinopse, mas a intenção era apenas que me ajudasse a dormir e depois poderia procurar o filme para assistir com calma. Eu já estava com muito sono, no entanto fui despertada pela trama que me envolvia mais e mais, a cada momento. Acabei por ver o filme completo, às vezes chorando, às vezes rindo, mas completamente encantada. Ultimamente tenho me deparado com filmes indianos imperdíveis, este é um deles, recomendo! Trata-se de uma trama muito bem costurada que aborda assuntos diversos. A história de uma pessoa diagnosticada com Síndrome de Asperger, e sua forma de funcionar no mundo diante das mais diferentes dificuldades que encontra em seu caminho. Khan é também mulçumano e está incluído no grupo das pessoas boas, pois como dizia sua mãe “só há uma única diferença entre os seres humanos, as pessoas boas e as más”. Apesar dos obstáculos impostos por seu funcionamento, o amor de sua mãe o permitiu desenvolver suas potencialidades, tornando-o um adulto inteligente e habilidoso. Ao trabalhar com a
Venda de produtos para salão de beleza, Khan conhece Mandira, uma cabelereira por quem se apaixona. Logo que compreende o que sente, embora tenha dificuldade tanto de expressar sentimentos como de fazer contato, ele se emprenha em convencê-la a se casar com ele. Mandira têm um filho que aos poucos vai se tornando também filho dele, que acaba por registrá-lo como tal. A família se muda para Los Angeles, onde a esposa começa o próprio negócio, um salão de beleza, onde o casal segue trabalhando, construindo a família tão desejada por ambos. Até aqui, somos convidados a compartilhar momentos de alegria com essa doce e pura criatura e sua determinação e pureza de lidar com o mundo. A trama muda de tom e nos proporciona momentos de tristeza e perplexidade diante de todos os acontecimentos a partir de 11 de setembro. Agora a discussão é sobre o outro lado da moeda. Estamos falando de todos os mulçumanos que foram discriminados a partir de então. Aliás, somos provocados a refletir sobre qualquer tipo de discriminação e o quanto as pessoas são impedidas de viver sua identidade com liberdade. Amor, ódio, vida, morte, luto, violência, solidariedade, perdas, determinação, todas essas possibilidades humanas de ser são apresentadas no romance que nos convida a olhar o mundo pelas lentes de nosso “diferente” personagem. Aquele que tem todos os aspectos para discriminação, nos mostra a simplicidade dos valores básicos da existência, afinal o que realmente importante na vida? Preparem os lenços, as emoções serão muitas, mas todas elas valerão muito a pena!
Logo no começo do filme já vemos que a história está sendo narrada por Risvan Khan (Shahrukh Khan), que está, em verdade, escrevendo tudo isso para Mandira (Kajol). É assim que ficamos sabendo que quando pequeno ele não era compreendido nem por seus amigos e nem por sua mãe. Ele visivelmente tinha algum problema, embora fosse ultra inteligente. Não se dando bem na escola, sua mãe acaba contratando um professor particular pra Risvan, potencializando sua inteligência. Assim, lá em São Francisco, a esposa de Zakir, psicóloga, descobre que Risvan é portador da Síndrome de Asperger, uma espécie de autismo “leve”. Pra ajudar o irmão, então, Zakir propõe a Risvan ajudá-lo na venda dos cosméticos da empresa em que trabalha, indo de porta em porta nos salões de beleza em são Francisco. Leia mais clicando aqui.
Resenha completa aqui.
Um filme interessante para se analisar os estereótipos e o preconceito étnico. (...) EUA, casa-se com uma hindu e após o ataque às torres gêmeas – 11 de setembro de 2001 – a sua vida muda completamente. A xenofobia contra muçulmanos acaba tornando a dinâmica social e psicológica da família de Khan insuportável. A jornada de Khan que é apresentada no filme trata-se de sua tentativa de provar que não é um terrorista. LEIA MAIS...
Apesar da dificuldade de encontrar críticas sobre o filme, alguns comentários de sites me chamaram muito a atenção, compartilho com vocês os principais, os outros poderão ser lidos no link abaixo destes.
Leonilda Boen disse:
Um homem que vê pessoas e não ideais, religiões, cor ou raça. Me impressionou a cena que ele paga 520 dólares para um jantar com o presidente e ajudar a África. A mulher lhe pergunta se ele é cristão ele diz que é muçulmano ela lhe devolve o dinheiro e diz que ali é só para cristão. Ele responde: " Fique com o dinheiro querida e dê para ajudar os africanos não cristãos".Visão única de um homem que questiona uma humanidade perdida em meio ao ódio, intolerância e violência , um amor e perdão genuínos.
Marcia Girola disse:
"Existe apenas dois tipos de pessoas no mundo, as boas que fazem o bem e as más que fazem mal. Esta é a única diferença." Um filme, uma obra ou uma lição de vida? Lindo, triste, emocionante, cômico ou dramático? Depende dos olhos e da experiência de cada telespectador. Enquanto a maioria vai se encantar com o amor, a questão da humanidade, o preconceito racial e religioso e se questionar sobre sua própria identidade, tirando ou vivenciando com o véu que esconde ou representa sua face, alguns poucos irão notar que um sujeito Asperger é capaz de memorizar os melhores ensinamentos e transpô-los na mais significativa e marcante aprendizagem sobre utra forma de se encantar com o mundo. E assim, criar uma nova esperança de que as pessoas podem mudar. Um Asperger pode não saber expressar seus sentimentos, pode ter manias que as pessoas ao redor podem achar estranhas ou simples loucuras, mas sua forma literal de 'entender' o sistema social pode nos fazer rever nossos pré-conceitos sobre tudo que nos cerca e tornar as vivências subjetivas a principal marca da existência humana. Pois, chorando ou não, as ações valem muito mais do que a tão famosa frase "eu amo você". lINK PARA OUTROS COMENTÁRIOS
SINOPSE
O filme “My Name is Khan” conta a história de Rizvan Khan, um indiano portador da síndrome de Asperger's, um tipo de autismo. Depois que se muda para os Estados Unidos, Khan se apaixona por Mandira, uma cabeleireira separada que vive com o filho Sameer (Sam). Khan é maometano e Mandira, hindu, mas suas diferenças religiosas não impedem que se casem. Os problemas começam com o 11 de Setembro, quando passam a ser atacados por sua origem étnica e devido a generalizações preconceituosas. Depois de sofrer bullying por parte de colegas, Sam é morto em uma briga, e Mandira, revoltada, culpa o marido, e lhe diz que ele só poderia voltar depois que dissesse ao presidente da república que ele não é um terrorista, e que o filho dela também não era. Rizvan interpreta isso literalmente, e empreende uma peregrinação para ter sua esposa de volta.
TRAILER