quarta-feira, 9 de abril de 2014

Transar aumenta a inteligência Cientistas afirmam que o sexo pode mesmo acelerar a produção de células cerebrais — mas mantê-las é outra história

Transar aumenta a inteligência

Cientistas afirmam que o sexo pode mesmo acelerar a produção de células cerebrais — mas mantê-las é outra história

                                              
Por Danilo Barba
                                            Watercolor Heart REBECCA PEARL

Esqueça a meditação, testes de memória, ou aprender a tocar um novo instrumento musical; ou métodos mais recentes de impulsionar a inteligência. É o sexo que realmente pode te tornar mais esperto, afirmam cientistas. 

Num experimento com ratos e camundongos, pesquisadores de Maryland e da Coreia do Sul descobriram que a atividade sexual melhora o desempenho mental e aumenta a produção de novos neurônios no hipocampo, região cerebral onde as memórias de longo prazo são formadas. 

Ao que parece, há certa base científica em dizer que o sexo ajuda a aumentar sua contagem de neurônios. Mas não adianta trapacear: isso não inclui o tempo que você passa na frente do computador em sites de pornografia. 

Sexo compensa a perda de memória
A equipe observou que ratos de meia idade que ainda transavam mostraram sinais de melhora na função cognitiva e na atividade do hipocampo. Em outro estudo conduzido pela Universidade de Konkuk, em Seul, cientistas observaram que a atividade sexual neutraliza a perda de memória causada pelo estresse crônico em camundongos. “A interação sexual pode ajudar bastante”, escreveram eles, “ao compensar a produção de neurônios e a função da memória de reconhecimento contra a ação supressiva do estresse crônico.”

Pornografia provoca alterações no cérebro
O Journal of Sex Research publicou os resultados de uma pesquisa onde a memória de 28 indivíduos saudáveis foi testada diante de três diferentes estímulos: neutro, negativo, positivo ou pornográfico.“O pior desempenho foi o relacionado à pornografia”, conclui Matthias Brand, chefe do departamento de psicologia cognitiva da Universidade de Duisburg-Essen, Alemanha.

Neurocientistas da Universidade do Textas garantem que quando assistimos excessivamente, como em qualquer tipo de vício, o hábito pode provocar mudanças “anatômicas e patológicas” ao cérebro. Embora haja muita discussão sobre os malefícios da pornografia, imagens pornográficas podem mesmo interferir com a nossa“memória ativa”— habilidade mental de prestar atenção e lidar com múltiplos itens ao mesmo tempo. 

Neurônios: criar é fácil, manter é difícil
Talvez o sonho de ficar mais inteligente transando seja apenas uma fantasia sedutora. Tracey J. Shors, uma psicóloga do Centro de Neurociência Colaborativa da Universidade Rutgers, afirma que, embora essas atividades possam criar novos neurônios, cultivá-los é uma outra questão.“Você pode produzir novas células cerebrais com exercícios, Prozac e sexo. Mas apenas exercitando a mente é que irá mantê-las vivas e ativas”, garante Shors.
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A atividade ainda neutraliza a perda de memória causada pelo estresse crônico


Curiosidades sobre o cérebro 60% do cérebro humano é composto de gordura. Saiba dez curiosidades do órgão mais complexo do corpo

Curiosidades sobre o cérebro

60% do cérebro humano é composto de gordura. Saiba dez curiosidades do órgão mais complexo do corpo




O cérebro é o órgão mais complexo do corpo humano e, provavelmente, um dos itens mais complexos presente neste universo. Para além de funções já conhecidas, age como um dispositivo de armazenamento que mantém em segurança as lembranças. 

Funcionando como um centro de comando para o sistema nervoso central, o cérebro confere aos seres humanos capacidades físicas e cognitivas amplas. Estas são apenas algumas funções vitais que o órgão realiza, porém, a coisa mais incrível sobre o cérebro humano é que ele ainda guarda muitos mistérios. Veja dez curiosidades sobre esta parte fascinante do corpo:

#1 - O cérebro humano é o único órgão do corpo humano que carece de nervos, apesar do fato de funcionar como o centro de comando para o sistema nervoso central. Isto significa que o cérebro humano não sente dor.

#2 - O cérebro humano consome a maior parte da energia total que é gerada no corpo. Para ser mais preciso, o cérebro consome 20% da energia do corpo mesmo correspondendo a apenas 2% do peso corporal total. A energia é vital para manter as células cerebrais saudáveis e alimentar impulsos nervosos.

#3 - O número de neurônios presentes no cérebro é de aproximadamente 100 bilhões, o que é cerca de 15 vezes a população total humana do planeta. Este elevado número de neurônios aumenta a capacidade de processamento do cérebro.
#4 - O cérebro humano é considerado o órgão mais gordo do corpo. Cerca de 60% dele é composto de gordura, que é a mais alta concentração de gordura presente em um órgão humano saudável. Além disso, 75% da massa total  é constituída por água, que regula várias funções do órgão.

#5 - O neocórtex é a parte do cérebro humano que é responsável pela linguagem e consciência. Corresponde a  76% do cérebro tornando-o maior quando comparado a outros animais. 

#6 – Muitos acreditam que os seres humanos usam menos de 10% do cérebro. Este é um equívoco considerando que cada parte do cérebro tem função conhecida e a junção delas equivale a bem mais do que a porcentagem apontada.

#7 - Durante o início da gravidez há um aumento significativo dos neurônios, que se multiplicam em uma escala de 250 mil por minuto.

#8 - Cerca de 15-20% (750 ml) do rendimento cardíaco total é dirigido para o cérebro a cada minuto.

#9 - A energia consumida pelo cérebro (aproximadamente 25 watts) é suficiente para acender uma lâmpada.

#10 – Mesmo sendo uma espécie de “super máquina”, o cérebro humano não é perfeito. Em muitos casos ele funciona com falhas e leva os seres humanos a terem percepções distorcidas da realidade.
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terça-feira, 8 de abril de 2014

SITES QUE VOCÊ NÃO DEVE ENTRAR...


Megafalha de segurança afeta a maior parte da internet; veja em quais sites você NÃO deve entrar


heartbleed
Foi descoberta uma falha de segurança no protocolo OpenSSL – um método de codificação de dados usado em 66% da internet. Isso significa que, se você entrar em algum desses sites, os seus dados (como a senha e os dados do serviço em questão, como e-mails, fotos, posts, etc) poderão ser roubados. Até que a falha seja corrigida, o que deve acontecer nos próximos dias, o ideal é não entrar nos sites afetados – a lista principal, que você pode consultar clicando aqui, inclui endereços importantes, como Yahoo e Flickr, mas poupa gigantes como Google e Facebook. (Se você quiser checar um site que não consta da lista, use esta ferramenta). 
ps: a falha também afeta o navegador anônimo TOR, que costuma ser usado para driblar espionagem governamental – e deve ser evitado até que o problema esteja corrigido.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Gênero sexual neutro

Gênero sexual neutro


Um tribunal australiano abriu esta sexta-feira caminho para o reconhecimento pleno do género sexual "neutro" no país, ao decidir que os cidadãos não são obrigados a serem identificados como homem ou mulher.
O tribunal de recurso da Nova Gales do Sul, o mais antigo estado daquele país da Oceânia, revogou a norma que obrigava todos os cidadãos a serem registados, por altura do nascimento, como pertencendo ao sexo masculino ou ao feminino.
A partir de agora os pais de crianças que nasçam neste estado podem optar por uma terceira alínea: "sem especificar".
A decisão surge na sequência de uma batalha jurídica iniciada em 2010 por uma ativista pela igualdade de género que se identifica apenas como Norrie. Na altura, aos 48 anos, esta pessoa foi a primeira australiana a alterar o seu registo de nascimento para "sexo não especificado", uma classificação que lhe foi retirada quatro meses depois por ser ilegal.
Norrie levou a questão para tribunal e conseguiu agora o seu objetivo, com um acórdão que terá efeitos mais vastos. Escreve o jornal espanhol El Mundo que os defensores da iniciativa acreditam que a decisão se aplicará a casos de bebés que nascem com genitais ambíguos ou às pessoas que se classificam a si próprias como neutros, andróginos, intersexuais (antigamente chamados de hermafroditas) ou transexuais
O reconhecimento do "terceiro sexo" não é, no entanto, uma originalidade. Segundo o El Mundo, tanto a Tailândia como a Índia têm esta figura jurídica, ainda que de formas diferentes.

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=3251299&seccao=%C1sia

sábado, 29 de março de 2014

Marcas do abuso...

Marcas do abuso


Todos os dias, milhares de crianças e adolescentes sofrem abuso sexual no país. Na maioria das vezes, o abusador é da família ou muito próximo a ela, como um amigo ou vizinho. É comum que a vítima se cale por medo de ser desacreditada ou por causa de ameaças. As marcas emocionais desse tipo de violência e maneiras de identificar os sinais geralmente dados pelas crianças que passam por essa situação são tratadas em Abuso sexual – Uma tatuagem na alma de meninos e meninas. 

                    

Em linguagem clara e acessível, destinada não apenas a psicólogos e educadores, mas também aos pais, a psicanalista Ana Maria Brayner Iencarelli relata constextos mais frequentes em que ocorre o abuso e suas sequelas na vida adulta. A autora também aponta falhas na Justiça, que não raro garante o direito de contato do pai abusador com o filho. O livro traz depoimentos de vítimas, mães, terapeutas e juízes que acompanharam casos, além de um protocolo psicológico, em forma de teste, que ajuda a detectar pistas dadas pelas crianças.
Abuso sexual – Uma tatuagem na alma de meninos e meninas. Ana Maria Brayner Iencarelli. Zagodoni, 2013. 150 págs. R$36,00.

Série em quadrinhos retrata sessões de terapia...

Série em quadrinhos retrata sessões de terapia

A evolução do jovem protagonista que sente uma inexplicável tristeza pode ser acompanhada semana a semana



Um rapaz de 20 e poucos anos chega ao consultório do terapeuta: sente uma tristeza inexplicável, apesar de acreditar que tem o necessário, ao menos do ponto de vista social, para ser feliz – família, um futuro promissor no mercado de trabalho, uma bela namorada. Seu refúgio são melancólicas canções de blues, que falam de perdas e sensação de deslocamento. As conversas com o terapeuta são o fio condutor da série Terapia, publicada no site de histórias em quadrinhos (HQs) Petisco. 

                        

Criada pelo cartunista Mario Cau, o escritor Rob Gordon e a estudante de psicologia Marina Kurcis, a HQ é atualizada com uma nova página todas as quartas-feiras, como uma sessão semanal de psicoterapia. O leitor acompanha a evolução do processo e as mudanças que motivam a vida do paciente. “Nós três já fizemos, ou ainda fazemos, terapia. A ideia de abordar o tema veio da nossa experiência, o enredo sempre tem um pouco de cada um, apesar de não ser autobiográfico”, diz Cau. A primeira temporada de Terapia já foi lançada em livro em fevereiro, pela editora Novo Século. A segunda pode ser acompanhada on-line: www.petisco.org/terapia


A sociedade do espetáculo

A sociedade do espetáculo 

A gênese do pensamento contemporâneo sobre a questão do espetáculo tem suas raízes no pensador situacionista pós-marxista francês Guy Debord (1931-1994) e em seu livro.


O livro e a Internacional situacionista (com suas derivas e intervenções urbanas, ordenando o cenário material da vida, seu caráter e o papel "público" de romper a identificação psicológica dos indivíduos, instigando-os a agir contra qualquer tipo de opressão do sistema) foram importantes instrumentos de pensamento e ação dos estudantes, na França, em maio de 1968. O caráter contestatório da obra de Debord incita a todos, numa luta acirrada contra a perversão da vida moderna, que prefere a imagem e a representação ao realismo concreto e natural, a aparência ao ser, a ilusão à realidade, a imobilidade à atividade de pensar e reagir com dinamismo. O pensador contemporâneo Jean Baudrillard também sofreu influência das idéias de Debord.
O ponto de partida do livro é uma crítica ferina e radical a todo e qualquer tipo de imagem que leve o homem à passividade e à aceitação dos valores preestabelecidos pelo capitalismo. Para o filósofo, cineasta e ativista francês, a sociedade da época estava contaminada pelas imagens, sombras do que efetivamente existe, onde se torna mais fácil ver e verificar a realidade no reino das imagens, e não no plano da própria realidade. Servindo-se de aforismos, no primeiro deles Debord afirma que "toda a vida das sociedades nas quais reinam as modernas condições de produção se apresenta como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era vivido diretamente tornou-se uma representação". Ou seja, pela mediação das imagens e mensagens dos meios de comunicação de massa, os indivíduos em sociedade abdicam da dura realidade dos acontecimentos da vida, e passam a viver num mundo movido pelas aparências e consumo permanente de fatos, notícias, produtos e mercadorias.
"O espetáculo – diz Debord – consiste na multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, mas também dos rituais políticos, religiosos e hábitos de consumo, de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, gurus, mensagens publicitárias – tudo transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia. O espetáculo é a aparência que confere integridade e sentido a uma sociedade esfacelada e dividida.

 As relações entre as pessoas transformam-se em imagens e espetáculo. "O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens", argumenta Debord. O consumo e a imagem ocupam o lugar que antes era do diálogo pessoal através da TV e os outros meios de comunicação de massa, publicidades de automóveis, marcas etc. e produz o isolamento e a separação social entre os seres humanos.


Esta nova sociedade do espetáculo e desinformação, de acordo com o autor, é o universo, onde tudo é possível. Um grande carnaval caracterizado pelo desaparecimento de critérios de verdade e validade, que antes eram referenciados em atitudes e funções específicas desempenhadas no mundo do trabalho. 





Jornalista e escritor, pós-graduado em Jornalismo Contemporâneo, autor de Pavios curtos (no prelo), Belo Horizonte