sábado, 29 de março de 2014

Marcas do abuso...

Marcas do abuso


Todos os dias, milhares de crianças e adolescentes sofrem abuso sexual no país. Na maioria das vezes, o abusador é da família ou muito próximo a ela, como um amigo ou vizinho. É comum que a vítima se cale por medo de ser desacreditada ou por causa de ameaças. As marcas emocionais desse tipo de violência e maneiras de identificar os sinais geralmente dados pelas crianças que passam por essa situação são tratadas em Abuso sexual – Uma tatuagem na alma de meninos e meninas. 

                    

Em linguagem clara e acessível, destinada não apenas a psicólogos e educadores, mas também aos pais, a psicanalista Ana Maria Brayner Iencarelli relata constextos mais frequentes em que ocorre o abuso e suas sequelas na vida adulta. A autora também aponta falhas na Justiça, que não raro garante o direito de contato do pai abusador com o filho. O livro traz depoimentos de vítimas, mães, terapeutas e juízes que acompanharam casos, além de um protocolo psicológico, em forma de teste, que ajuda a detectar pistas dadas pelas crianças.
Abuso sexual – Uma tatuagem na alma de meninos e meninas. Ana Maria Brayner Iencarelli. Zagodoni, 2013. 150 págs. R$36,00.

Série em quadrinhos retrata sessões de terapia...

Série em quadrinhos retrata sessões de terapia

A evolução do jovem protagonista que sente uma inexplicável tristeza pode ser acompanhada semana a semana



Um rapaz de 20 e poucos anos chega ao consultório do terapeuta: sente uma tristeza inexplicável, apesar de acreditar que tem o necessário, ao menos do ponto de vista social, para ser feliz – família, um futuro promissor no mercado de trabalho, uma bela namorada. Seu refúgio são melancólicas canções de blues, que falam de perdas e sensação de deslocamento. As conversas com o terapeuta são o fio condutor da série Terapia, publicada no site de histórias em quadrinhos (HQs) Petisco. 

                        

Criada pelo cartunista Mario Cau, o escritor Rob Gordon e a estudante de psicologia Marina Kurcis, a HQ é atualizada com uma nova página todas as quartas-feiras, como uma sessão semanal de psicoterapia. O leitor acompanha a evolução do processo e as mudanças que motivam a vida do paciente. “Nós três já fizemos, ou ainda fazemos, terapia. A ideia de abordar o tema veio da nossa experiência, o enredo sempre tem um pouco de cada um, apesar de não ser autobiográfico”, diz Cau. A primeira temporada de Terapia já foi lançada em livro em fevereiro, pela editora Novo Século. A segunda pode ser acompanhada on-line: www.petisco.org/terapia


A sociedade do espetáculo

A sociedade do espetáculo 

A gênese do pensamento contemporâneo sobre a questão do espetáculo tem suas raízes no pensador situacionista pós-marxista francês Guy Debord (1931-1994) e em seu livro.


O livro e a Internacional situacionista (com suas derivas e intervenções urbanas, ordenando o cenário material da vida, seu caráter e o papel "público" de romper a identificação psicológica dos indivíduos, instigando-os a agir contra qualquer tipo de opressão do sistema) foram importantes instrumentos de pensamento e ação dos estudantes, na França, em maio de 1968. O caráter contestatório da obra de Debord incita a todos, numa luta acirrada contra a perversão da vida moderna, que prefere a imagem e a representação ao realismo concreto e natural, a aparência ao ser, a ilusão à realidade, a imobilidade à atividade de pensar e reagir com dinamismo. O pensador contemporâneo Jean Baudrillard também sofreu influência das idéias de Debord.
O ponto de partida do livro é uma crítica ferina e radical a todo e qualquer tipo de imagem que leve o homem à passividade e à aceitação dos valores preestabelecidos pelo capitalismo. Para o filósofo, cineasta e ativista francês, a sociedade da época estava contaminada pelas imagens, sombras do que efetivamente existe, onde se torna mais fácil ver e verificar a realidade no reino das imagens, e não no plano da própria realidade. Servindo-se de aforismos, no primeiro deles Debord afirma que "toda a vida das sociedades nas quais reinam as modernas condições de produção se apresenta como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era vivido diretamente tornou-se uma representação". Ou seja, pela mediação das imagens e mensagens dos meios de comunicação de massa, os indivíduos em sociedade abdicam da dura realidade dos acontecimentos da vida, e passam a viver num mundo movido pelas aparências e consumo permanente de fatos, notícias, produtos e mercadorias.
"O espetáculo – diz Debord – consiste na multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, mas também dos rituais políticos, religiosos e hábitos de consumo, de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, gurus, mensagens publicitárias – tudo transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia. O espetáculo é a aparência que confere integridade e sentido a uma sociedade esfacelada e dividida.

 As relações entre as pessoas transformam-se em imagens e espetáculo. "O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediada por imagens", argumenta Debord. O consumo e a imagem ocupam o lugar que antes era do diálogo pessoal através da TV e os outros meios de comunicação de massa, publicidades de automóveis, marcas etc. e produz o isolamento e a separação social entre os seres humanos.


Esta nova sociedade do espetáculo e desinformação, de acordo com o autor, é o universo, onde tudo é possível. Um grande carnaval caracterizado pelo desaparecimento de critérios de verdade e validade, que antes eram referenciados em atitudes e funções específicas desempenhadas no mundo do trabalho. 





Jornalista e escritor, pós-graduado em Jornalismo Contemporâneo, autor de Pavios curtos (no prelo), Belo Horizonte

Emma Bovary e a realidade paralela...

Emma Bovary e a realidade paralela


A personagem mais famosa de Flaubert criava sonhos e imagens românticas para preencher o vazio de uma vida repleta de insatisfações; crises de epilepsia e alucinações teriam feito o autor pensar na força psíquica da fantasia


                             

Considerada a obra mais importante do francês Gustave Flaubert, Madame Bovary não tem nada de um romance de suspense moderno. Trata-se da história banal de uma mulher mal casada que trai o marido, o arruína e acaba se suicidando, por ter se perdido, perseguindo quimeras inspiradas em romances “água com açúcar”. De onde vem, então, o fascínio exercido por essa mulher cuja única particularidade é sonhar com aventuras maravilhosas, enquanto leva uma vida comum? A descrição de seus estados de espírito é tão precisa que foi forjado um termo para designar o mal que a consome: o bovarismo.O ensaísta Jules de Gaultier propôs esse termo em dois livros sucessivos: primeiro, em Le bovarysme, la psychologie dans l’oeuvre de Flaubert (O bovarismo, a psicologia na obra de Flaubert), de 1892, e em seguida em Le bovarysme, essai sur le pouvoir d’imaginer (O bovarismo, ensaio sobre a capacidade de imaginar), de 1902: “Emma personificou essa doença original da alma humana, para a qual seu nome pode servir de rótulo, se entendermos por ‘bovarismo’ a faculdade que faz o ser humano conceber a si mesmo de outro modo que não aquele que é na verdade”. Ou seja, o bovarismo consiste em “se imaginar diferente do que se é”. Essa capacidade remete não a uma fraqueza de caráter, mas a um funcionamento psicológico, típico da espécie humana.Ao definir o bovarismo como “capacidade de imaginar a si mesmo melhor do que se é” (e não apenas diferente).Podemos considerar que o bovarismo consiste em um desdobramento da vida consciente, entre imaginário e realidade. Por ocasião de suas crises epiléticas (ver quadro na pág. 69), enquanto alucinava e se via invadido por diversas sensações, Flaubert parecia manter a razão, ao menos enquanto não desmaiava. Ele fala disso em suas cartas: “Havia dentro de meu pobre cérebro um turbilhão de ideias e imagens nas quais eu tinha a sensação que minha consciência, que meu ser afundava, como uma nau sob a tempestade. Mas eu me agarrava à razão. Ela dominava tudo, apesar de sitiada e atacada”.Existem dois caminhos no pensamento humano: o das sensações ordinárias, da realidade, e o de um universo produzido como se fosse um paralelo do outro. O escritor tinha consciência do risco de se perder no mundo das alucinações e da importância de distingui-lo da inspiração criadora, voltada para o real. Onde estava a catástrofe extraordinária que a perturbava? E ela ergueu a cabeça, olhando em volta de si, como que à procura da causa do que a fazia sofrer.” Flaubert, ao contrário, tinha profunda consciência dessa dor – conseguiu catalisá-la em sua obra.

O que é um psicopata?

O que é um psicopata?


Cercada de mitos, a psicopatia nem sempre está associada à violência e, ao contrário do que se imagina, pode ser tratada


                                         
Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz
O termo “psicopata” caiu na boca do povo, embora na maioria das vezes seja usado de forma equivocada. Na verdade, poucos transtornos são tão incompreendidos quanto a personalidade psicopática. 


Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente. 



No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com freqüência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.Não é de surpreender, portanto, que haja um grande número de psicopatas nas prisões. Estudos indicam que cerca de 25% dos prisioneiros americanos se enquadram nos critérios diagnósticos para psicopatia. No entanto, as pesquisas sugerem também que uma quantidade considerável dessas pessoas está livre. Alguns pesquisadores acreditam que muitos sejam bem-sucedidos profissionalmente e ocupem posições de destaque na política, nos negócios ou nas artes.Especialistas garantem que a maioria dos psicopatas é homem, mas os motivos para esta desproporção entre os sexos são desconhecidos. A freqüência na população é aparentemente a mesma no Ocidente e no Oriente, inclusive em culturas menos expostas às mídias modernas. Em um estudo de 1976 a antropóloga americana Jane M. Murphy, na época na Universidade Harvard, analisou um grupo indígena, conhecido como inuíte, que vive no norte do Canadá, próximo ao estreito de Bering. Falantes do yupik, eles usam o termo kunlangeta para descrever “um homem que mente de forma contumaz, trapaceia e rouba coisas e (...) se aproveita sexualmente de muitas mulheres; alguém que não se presta a reprimendas e é sempre trazido aos anciãos para ser punido”. Quando Murphy perguntou a um inuit o que o grupo normalmente faria com um kunlangeta, ele respondeu: “Alguém o empurraria para a morte quando ninguém estivesse olhando”.O instrumento mais usado entre os especialistas para diagnosticar a psicopatia é o teste Psychopathy checklist-revised (PCL-R), desenvolvido pelo psicólogo canadense Robert D. Hare, da Universidade da Colúmbia Britânica. O método inclui uma entrevista padronizada com os pacientes e o levantamento do seu histórico pessoal, inclusive dos antecedentes criminais. O PCL-R revela três grandes grupos de características que geralmente aparecem sobrepostas, mas podem ser analisadas separadamente: deficiências de caráter (como sentimento de superioridade e megalomania), ausência de culpa ou empatia e comportamentos impulsivos ou criminosos (incluindo promiscuidade sexual e prática de furtos).Três mitos Apesar das pesquisas realizadas nas últimas décadas, três grandes equívocos sobre o conceito de psicopatia persistem entre os leigos. O primeiro é a crença de que todos os psicopatas são violentos. Estudos coordenados por diversos pesquisadores, entre eles o psicólogo americano Randall T. Salekin, da Universidade do Alabama, indicam que, de fato, é comum que essas pessoas recorram à violência física e sexual. Além disso, alguns serial killers já acompanhados manifestavam muitos traços psicopáticos, como a capacidade de encantar o interlocutor desprevenido e a total ausência de culpa e empatia. No entanto, a maioria dos psicopatas não é violenta e grande parte das pessoas violentas não é psicopata. Dias depois do incidente da Universidade Virginia Tech, em 16 de abril de 2007, em que o estudante Seung-Hui Cho cometeu vários assassinatos e depois se suicidou, muitos jornalistas descreveram o assassino como “psicopata”. O rapaz, porém, exibia poucos traços de psicopatia. Quem o conheceu descreveu o jovem como extremamente tímido e retraído. Infelizmente, a quarta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV-TR) reforça ainda mais a confusão entre psicopatia e violência. Nele o transtorno de personalidade anti-social (TPAS), caracterizado por longo histórico de comportamento criminoso e muitas vezes agressivo, é considerado sinônimo de psicopatia. Porém, comprovadamente há poucas coincidências entre as duas condições. O segundo mito diz que todos os psicopatas sofrem de psicose. Ao contrário dos casos de pessoas com transtornos psicóticos, em que é freqüente a perda de contato com a realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais. Eles sabem muito bem que suas ações imprudentes ou ilegais são condenáveis pela sociedade, mas desconsideram tal fato com uma indiferença assustadora. Além disso, os psicóticos raramente são psicopatas. O terceiro equívoco em relação ao conceito de psicopatia está na suposição de que é um problema sem tratamento. No seriado Família Soprano, dra. Melfi, a psiquiatra que acompanha o mafioso Tony Soprano, encerra o tratamento psicoterápico porque um colega a convence de que o paciente era um psicopata clássico e, portanto, intratável. Diversos comportamentos de Tony, entretanto, como a lealdade à família e o apego emocional a um grupo de patos que ocuparam a sua piscina, tornam a decisão da terapeuta injustificável.  Embora os psicopatas raramente se sintam motivados para buscar tratamento, uma pesquisa feita pela psicóloga Jennifer Skeem, da Universidade da Califórnia em Irvine, sugere que essas pessoas podem se beneficiar da psicoterapia como qualquer outra. Mesmo que seja muito difícil mudar comportamentos psicopatas, a terapia pode ajudar a pessoa a respeitar regras sociais e prevenir atos criminosos.

PARA CONHECER MAIS


Without conscience – The disturbing world of the psychopaths among us. Robert D. Hare. Guilford Press, 1999. 



Handbook of psychopathy. Christopher J. Patrick (ed.), Guilford Press, 2007.


sexta-feira, 28 de março de 2014

As belas e surreais imagens de Nicoletta Ceccoli!

As belas e surreais imagens de Nicoletta Ceccoli!





Ilustradora italiana com uma bagagem cheia de imaginação...
Seus desenhos são a combinação de um mundo fantástico com uma atmosfera obscura. Reconhecida por suas ilustrações para livros, Nicoletta ganhou inúmeros prêmios por seu trabalho, e é fácil descobrir o porque!







Aprendi que apesar dos tons cinzentos que me rodeiam...
Dos sons da banalidade que me vão chegando...sou dona de um poder enorme que me faz viajar incólume para lugares só meus...
 Sítios que pinto com a paleta dos meus sonhos...
Meu...eu...
IdaFranches



Meninos dançando na Africa

A insustentável leveza do ser é ser e ponto.
Seja!

                              

NOVAS DROGAS "LEGAIS" INVADEM...

NOVAS DROGAS "LEGAIS" INVADEM...
Enquanto aqui no Brasil o consumo de crack não para de crescer, assim como as “cracolândias” em diferentes regiões, lá fora outro tipo de drogas está aumentando de consumo: as drogas sintéticas. O sistema de saúde inglês abriu uma clínica só para seus usuários.
As drogas sintéticas são aquelas criadas em laboratórios, e muitas vezes são substâncias legais que simulam os efeitos de entorpecentes ilegais, por isso são também chamadas de “legal highs” ou, no Brasil, “drogas disfarçadas”.
Entre essas podemos citar a mefedrona (“miau-miau”), o GHB (“boa-noite cinderela”) e a quetamina (um anestésico para cavalos).
Mas não é porque são legais que são menos prejudiciais ao organismo: como costumam ser substâncias novas, muitos dos seus efeitos colaterais ainda são desconhecidos. Além disso, por serem drogas diferentes, a pessoa não acostumada pode facilmente tomar uma overdose.
A maioria destas drogas têm efeito estimulante e costumam ser utilizadas em baladas. Os jovens querem evitar a cocaína ou o ecstasy e buscam alternativas como a mefedrona (que em agosto de 2011 foi proibida no Brasil). Um outro exemplo é o A3A, um pó muito mais poderoso que a mefedrona cujos efeitos, que podem incluir taquicardia, ataques de pânico e sintomas psicóticos, podem durar dias.
Curiosamente, estas drogas costumam ser usadas por pessoas empregadas, com alto nível de educação, que as compram pela internet. Ou seja, um público bem diferente das cracolândias. Imagina se isso vira moda no Brasil…
Fontes: UOL Telegraph

quinta-feira, 27 de março de 2014

Sites e blogs de neurociência

quarta-feira, 26 de março de 2014

Descubra a essência em você...

Descubra a essência em você


Não podemos deixar que fatores psicológicos prejudiquem o desabrochar das melhores características do ser humano, que faz com que alcemos voos mais altos

Muitas são as obras de arte conhecidas mundialmente do grande artista e escultor da Renascença italiana Michelangelo, sendo uma das mais famosas a estátua de David, feita em mármore, localizada atualmente em Florença, na Itália.
                              IMAGENS: SHUTTERSTOCK
Ao longo dos anos, essa escultura continua fascinando o mundo e impressionando por sua beleza, perfeição e maestria. Porém, poucos sabem que, antes de ser esculpido pelo mestre, o pedaço enorme de mármore foi considerado defeituoso e inútil por muitos artistas, inclusive por ninguém menos que Leonardo da Vinci, que declinou o convite de trabalhar essa rocha, considerando que nada podia sair dela, que aquilo não poderia dar forma a algo, e assim ficou por muitos anos jogada e abandonada.
Tempos depois de Leonardo ter declinado o convite, Michelangelo começou a trabalhar nela e criou a obra de arte que é o David. Enquanto se envolvia no projeto, um jovem ajudante perguntou para ele: “Mestre, por que você aceitou trabalhar nesse pedaço de mármore?”. Ele respondeu: “Meu jovem, tem um anjo dentro dessa pedra. Eu só o estou deixando livre”.
Pensando nessa metáfora que Michelangelo utilizou, todos nós somos uma obra de arte, mesmo que, às vezes, escondida ainda na “pedra”. Existem pessoas que não reconheceram, ainda, o seu valor e outras que ficam esperando que alguém reconheça nelas essa qualidade.
Nesse começo de ano, podemos, então, refletir sobre o que é importante fazer para que nossa essência se manifeste e o que nos impede de voar alto, em liberdade. Em resumo, três comportamentos que bloqueiam o desabrochar das melhores características do ser humano:
- Preocupar-se: ou seja, ocupar-se antes dos fatos acontecerem e alimentar pensamentos negativos e repetitivos sobre as possíveis consequências fazem com que nosso cérebro se programe para o insucesso. Em vez disso, podemos, sim, verificar as alternativas, fortalecer as próprias habilidades e competências.
- Ficar preso ao passado, lamentando-se e revivendo situações antigas e não se atualizar. A principal capacidade de um líder é a habilidade de lidar com as mudanças, que trazem consigo o desafio da incerteza. Em tempos assim, velhos modelos mentais baseados em experiências passadas não levam a resultados positivos, e ficar na zona de conforto do que já foi só cria frustração.
- Não agir. Bloquear a ação cria estagnação. Precisamos ter atitude para ir em direção à realização e objetivos. A vida em si é mudança e movimento. Nada torna o líder mais forte que a sua capacidade de fazer e de traduzir as intenções em ações. Em geral, isso nos mostra como é importante olhar para o futuro e mudar velhas rotinas, por mais dolorido que seja. Às vezes, precisamos desmascarar as falsas seguranças que os hábitos nos propiciam, e sobre as quais construímos a vida. Para realizar uma mudança, precisamos morrer metaforicamente para o que não serve mais. É como a metamorfose da lagarta. Para se transformar em borboleta, ela desaparece, “morre” para aquela identidade de lagarta, que, com certeza, a conduziu até aquele momento de transformação, mas que daquele ponto em diante não tem mais propósito.

HÁ MOMENTOS EM QUE NÓS TAMBÉM PRECISAMOS MORRER PARA O VELHO E VIVER O QUE ESCOLHEMOS. PODEMOS DECIDIR SOBRE PONTOS LIMITANTES DA VIDA PARA TRANSFORMAR TUDO O QUE OUSAMOS SONHAR PARA A REALIDADE

Se ela se mantiver presa à forma anterior, de fato, morrerá para a vida. Para bater asas e voar, a borboleta precisa sair da situação de segurança que o casulo lhe oferece e se jogar no que ainda é desconhecido. A lagarta precisa assumir um compromisso de liberdade e realizar sua missão de voar. Deve abraçar sua identidade de borboleta morrendo para a de lagarta.
Há momentos na vida em que nós também precisamos morrer para o velho, o que fomos nos limita, e viver aquilo que escolhemos. Temos a capacidade de decidir sobre pontos limitantes da nossa vida para transformar tudo o que ousamos sonhar para a realidade.
Certa vez, ouvi o Dalai Lama dizer que “a verdadeira transformação espiritual do indivíduo está nas pequenas e fundamentais atitudes do dia a dia, independentemente do credo, estilo de vida, das preferências sexuais ou políticas que se possa ter”. Isso nada mais quer dizer que o mundo depende mais dos pequenos do que dos grandes atos para ser transformado. É assim com todos nós.
Costumo dizer que escolher o próprio caminho – e alcançar resultados jamais imaginados e sempre sonhados – envolve romper o compromisso com as justificativas que damos sem perceber, ou até mesmo com extrema consciência. Não importa o que você faz, onde você vive, que cultura escolheu para se adaptar ou que religião segue, o que faz sentido é que, seja qual for o seu desejo, você tem capacidade de alcançá-lo, e que torná-lo uma realidade está mais relacionado ao quanto acredita no seu potencial e quais atitudes você toma na vida prática e em relação ao universo.
Eduardo Shinyashiki 



segunda-feira, 24 de março de 2014

O rio de 5 cores que é considerado um dos mais belos do mundo...

O rio de 5 cores que é considerado um dos mais belos do mundo

Canõ Cristais


Caño Cristales é considerado por muitos como o ‘rio mais bonito do mundo’ e sua fama tem fundamento. Por alguns meses ao longo do ano, o rio se transforma num verdadeiro arco-íris de cores e encanta a todos por sua beleza única...


Caño Cristales é um colombiano rio localizado na Serrania de la Macarena província de Meta . O rio é comumente chamado de "O Rio de cinco cores" ou "The Rainbow Líquido", e é ainda referido como o mais belo rio do mundo devido às suas cores marcantes. O rio aparece em várias cores, incluindo amarelo, verde, azul, preto, e, especialmente, causada pelo vermelho clavigera Macarenia ( Podostemaceae ) no fundo do rio.

http://ecoviagem.uol.com.br/noticias/turismo/ecoturismo/conheca-o-rio-de-5-cores-que-e-considerado-um-dos-mais-belos-do-mundo-veja-fotos-17760.asp



domingo, 23 de março de 2014

NINFOMANÍACA...

NINFOMANÍACA

Longe de ser um filme sobre prazer, ou um pornô soft excitante como pode insinuar o cartaz ou o tema ,à alguns incautos; Lars Von Trier continua falando de morte tanto ou mais do que em Melancholia (seu último sucesso). O que temos aqui é mais um filme disposto à tratar do assunto DROGA (uma vez que falamos em vício e dependência). Nesse caso, a droga é o sexo.


Lars me parece mais preocupado em dizer dos sintomas dessa mania, desse adoecimento, do que mostrar cenas de sexo excitantes. Aliás, trabalha num nível de desambiguação tão irônico que vai vomitando na cara do espectador umas dezenas de cenas de sexo como quem descreve uma receita de bolo, de um bolo com gosto de nada. Numa certa sequência, preocupa-se em desfilar dezenas de pênis flácidos de variadas cores e proporções , como quem dispõe linguiças no varal de açougue. É a mecânica do sexo que está explícita e não a dança sensual que poderia estar atrelada ao sexo.
       Nesse sentido, o que mostra nas sequencias de corpos nus se relacionando, é cansativo, monótono, frio, triste, sombrio, pálido, angustiado, repetitivo como Todestrieb (pulsão de morte), que segrega tudo que é vida em prol da destruição. Ou seja, estamos falando de uma dança com Tânatos e não com Eros.
       Joe, personagem tema, aparece contando a sua maníaca história à um homem que a resgata e que a “põe a falar”, numa disposição que poderia nos remeter ao paciente que fala ao analista. Neste caso, sedutoramente, 
Lars Von Trier nos convidaquebrar a quarta parede e viver esse papel. O analista automaticamente, somos nós. E essa “paciente”, viciada em sexo, filha de um Édipo clássico, apaixonada por um belo pai que não faz função e odiosa de uma bela mãe à quem chama de vadia insensível, nos brinda com ‘colóquios’ como : (enquanto transa compulsivamente) : “preencha todos os meus buracos “.


       Ou ainda (sobre todos os amantes que trata através de um dado que joga para escolher na sorte que tipo de tratamento deve lhes dar): “Todos os meus amantes são, na verdade, um só.”
Ou ainda , (na última transa intensa da fita) : “Eu não sinto NADA.” 
Sim, Joe está certa todos os homens e nenhum é a mesma coisa. Todos os amantes do mundo são um só , são a sua doença, são sintoma, são Gozo !
Joe (assim como a mãe a quem ela chama de IN-sensível) NÃO SENTE NADA e é d’isso que se trata a sua dor.

       Temos uma fita onde fica translúcida a desvinculação entre amor e sexo . Se é tesão que você procura corra para outra sala . Se é um analista, o tesão está garantido.

O DESEJO...FRAGMENTOS...

O DESEJO...



Podemos entender o desejo como a negatividade do mundo narcísico, isto é, como aquilo para o que não há objeto dado e conformado de satisfação plena, como fazem parecer as imagens ideais.
O desejo é sempre de outra coisa. O desejo pressupõe a falta. Falta que, aliás, marca uma das diferenças entre Freud e Lacan: enquanto para Freud o desejo tem uma gênese empírica na perda da simbiose do bebê com sua mãe, para Lacan o desejo é a necessária relação do ser com a falta.


As implicações do olhar Materno...Pensando sobre a baixo auto-estima...


As implicações do olhar Materno...Pensando sobre a baixo auto-estima...

Sabemos da importância dos cuidados maternos no desenvolvimento físico e emocional de qualquer ser humano. São cuidados que não precisam ser aprendidos porque as mães, em sua maioria, entram em total sintonia com os seus bebês e, de alguma forma, decifram os seus desejos e as suas necessidades. É o que geralmente acontece sem que as mães percebam e sem que se preocupem se estão ou não fazendo a coisa certa. Segundo Winnicott, pediatra e psicanalista inglês, o rosto da mãe é o precursor do espelho.
O que isso quer dizer?

Que o rosto da mãe, mais especificamente o olhar, reflete para o bebê o que a mamãe vê nele, o bebê se vê através do olhar da mãe.
E o que o bebê vê através do olhar da mãe?
Geralmente vê um olhar carregado de afetividade que vai fazendo dele um ser único com um lugar no universo materno. Através do olhar da mãe, o bebê passa a se reconhecer como alguém importante e capaz. É através desse olhar que é possível construir a sua criatividade, autonomia e segurança. Não se trata de nenhum olhar supremo e dotado de poderes mágicos; trata-se do olhar comum que as mães comuns dirigem, com espontaneidade, aos seus bebês.

E quando o bebê olha e não encontra um olhar que o alimente com a sua própria imagem? Para se ter uma idéia da complexidade desse processo, podemos supor que a falta dessa sincronicidade pode acarretar comprometimentos no desenvolvimento emocional da criança desde os mais simples, como insegurança e timidez, até comprometimentos emocionais mais sérios, como a psicose infantil. Esse leque de possibilidades de formação de sintomas vai depender do grau de recursos internos que o bebê dispõe para tolerar frustrações, ou seja, olhar e não ser visto e, ainda, do grau de comprometimento da relação entre a dupla mãe e bebê. Uma mãe deprimida, nas raras vezes que verdadeiramente consegue olhar para o seu bebê, reflete em seu próprio rosto a tristeza, e será com esse semblante que o bebê terá que lidar. Lembro-me do caso de uma mãe que cuidava do seu bebê como uma atividade secundária: o tempo todo falava com as pessoas a sua volta enquanto o amamentava e, algumas vezes, utilizava esse tempo para ler revistas. Esse é um caso extremo, que traz um sintoma também extremo: o bebê fechou-se em seu próprio mundo e não pode se desenvolver.

Temos situações mais sutis, mas que deixam suas marcas. A questão da baixa auto-estima parece-me um bom exemplo de um dos sintomas que, na vida adulta, está relacionado com essa falta da mãe enquanto espelho. O próprio termo auto-estima denota que o esperado é que exista um bem-querer do sujeito para com ele mesmo. Esse sentimento de bem-querer, o reconhecimento do que é bom dentro de si e de que se tem algo a oferecer ao mundo e às pessoas; tudo isso é construído a partir dos cuidados, do acolhimento e do olhar maternos. Um bebê que procura se reconhecer no rosto da mãe e não consegue, talvez seja o adulto que não consiga travar relações autênticas porque se sente desvalorizado e pouco aceito. São pessoas que não se arrojam diante da vida porque não acreditam no que são capazes. É como se faltasse, dentro deles, um sentimento de proteção e de acolhimento. Parece que diante de situações de exposição essas pessoas vivem como se fossem grandes blefadoras e que, mais cedo ou mais tarde, serão descobertas.

http://dia-a-dianodiva.blogspot.com.br/search/label/Desenvolvimento%20Emocional%20Primitivo

sábado, 22 de março de 2014

A Espuma dos Dias


A Espuma dos Dias



Este filme, de Michel Gondry, é o típico filme que ou se odeia ou acaba sendo arrebatado pelo enredo totalmente atípico.  Ele narra, de uma maneira surrealista, a vida de Colin, um homem rico e sem sucesso com as garotas. Porém, através da ajuda dos amigos Nicolas, Chick e Alise, conhece Chloé em uma festa e os dois acabam se casando. Tudo vai bem, até o momento em que ela é diagnosticada com uma rara doença: uma flor de Lótus crescendo no pulmão. Tendo que se submeter a tratamentos caríssimos, Colin acaba indo à falência e levando a amizade do grupo em crise. Tudo isso com altas doses de imaginação, como sapatos-cachorros, pernas que esticam e outros detalhes que deixam o filme ainda mais poético. Destaque para o elenco impecável formado por Omar Sy, Audrey Tautou, Romain Duris e Gad Elmaleh e a fotografia excepcional. 


                   

INFORMAÇÃO OU CONHECIMENTO? A SEXUALIDADE ADOLESCENTE NA ERA DA INFORMAÇÃO


INFORMAÇÃO OU CONHECIMENTO? A SEXUALIDADE ADOLESCENTE NA ERA DA INFORMAÇÃO


(Claudia Pedrozo)
Pesquisando sobre o que escrever nesta semana, deparei-me com uma página na internet onde os jovens fazem perguntas abertas sobre qualquer assunto. A página que mais me chamou atenção foi a que continha perguntas relacionadas ao sexo. Eram mais de 180 páginas e cada uma tinha 20 questões!
Fiquei a pensar: nunca nossa sociedade teve tanta facilidade na busca de informação sobre qualquer assunto, mas percebo que na contramão dessa busca fácil está a dificuldade das pessoas terem conhecimento sobre o que buscam.
A quantidade de questionamentos deixa clara que os jovens, embora tenham a informação à mão, muitas vezes não conseguem transformá-la em conhecimento. Falha a família, falha a escola… falham as instituições.
Dos muitos questionamentos selecionei um, que me chamou atenção pela segurança aparente e pelo “grito de socorro” implícito.
O rapaz contava que havia feito sexo com a namorada no dia do questionamento. Tinha certeza que tudo estava bem, mas uma pulguinha atormentava sua tranquilidade. Vamos ao questionamento:
“Fiz sexo com minha namorada duas vezes. Na primeira, o esperma estava todo no reservatório, a camisinha não furou nem nada. Na segunda, ela teve o orgasmo, e a gente continuou normalmente pra eu ter também, só que a camisinha tava muito seca e tava doendo para ambos, então eu tirei e minha namorada fez sexo oral pra eu terminar. Depois mais tarde a gente ficou se esfregando, eu fiquei colocando a cabeça do pênis na calcinha, esfregando. Tenho praticamente certeza que não entrou nem um pouco, mas nessas esfregadas eu devo ter passado um pouco do pênis na entrada da vagina dela e etc (mas isso foi tipo um tempão depois das duas transas). Gente, eu tô com 99% tranquilo que não deu nada, mas mesmo assim queria confirmações e suas opiniões para ficar mais tranquilo. Ela estava fértil quando transamos e fizemos tudo que eu descrevi, mas como disse, foi tudo mais que de boa. Só confirmem pra mim: não há praticamente nenhum risco de gravidez, né? Praticamente nulo…?”
Preocupei-me mais quando vi a resposta dos outros jovens. A maioria afirmava que era impossível a garota estar grávida, só se fosse de outro!
Não sou médica, nem da área médica… mas na vida  conheci algumas garotas que engravidaram exatamente assim.
Independente da questão Médica, o que me chamou a atenção é o despreparo da moçada para viver sua sexualidade de forma segura.
O que observo, sem a intenção de generalizar, é que educação sexual dos nossos jovens, embora tenhamos tantos pais também jovens e aparentemente liberais, ainda é cercada de tabus e segredos.
Precisamos rever isso com urgência. Sexo é algo natural e deve ser vivido com plenitude, com segurança, com afetividade.
Quando falo em afetividade, não quero falar de sentimento de afeto, mas de um conceito mais amplo que na Psicanálise significa ver o outro com os olhos da alma, com a plenitude dos sentidos, estando inteiro naquele momento e naquela relação, cuidando, respeitando e se doando ao outro, na intensidade  e na igualdade que queremos receber.
Pais, precisamos melhorar o diálogo com nossos filhos. Precisamos entendê-los como seres biológicos, que possuem desejos, inicialmente mais físicos do que emocionais, mas nem por isso vamos deixar de educá-los emocionalmente.
Sim, emoção se educa! E isso se faz com bons exemplos, com diálogo aberto, com proximidade e afetividade em seu sentindo mais amplo.
Se continuarmos fingindo que nossos jovens filhos são assexuados, correremos o risco de vê-los correndo sérios riscos… físicos e emocionais!
Pensem nisso. Se você tem reservas em conversar com seu filho sobre sexo, busque entender o que acontece com você… porquê o medo, a vergonha e a resistência? Tente entender suas emoções e o que as motiva. Tente também se lembrar de seus sentimentos quando começou a viver sua sexualidade. E se preciso for, busque ajuda para superar seus conflitos e ajudar seu filho a viver com segurança mais esta fase do desenvolvimento humano! Com certeza eles não dirão… mas no fundo, agradecerão.

Ménage à trois e afins…


Ménage à trois e afins…


(Paulo Jacob)
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Hoje vou falar de um assunto que é tabu para muitas pessoas ainda, o Ménage à trois e coisas afins.
Tabu porque quando se fala no assunto, muitas pessoas condenam imediatamente alguém que participe desses encontros. Julgam como pessoas depravadas, loucas, sem amor próprio, etc.
Mas vamos ser realistas? Você nunca se pegou fantasiando algo do tipo? Seja com uma pessoa terceira do mesmo sexo, ou do sexo oposto, além do seu (sua) parceiro (parceira)? Tudo bem, não precisa ficar falando isso aos quatro cantos do mundo, mas seja sincero com você, antes de julgar as pessoas que praticam o ménage à trois e swings (ou suruba, se assim preferir chamar).
Eu como terapeuta, não devo julgar se por acaso um paciente chegar até o meu consultório, e falar que participa de reuniões em que ele transa com outras pessoas, e sua esposa também, como consentimento de ambos, se eles concordam e estão felizes assim, quem sou eu para julgá-los? Se não foi nada que esteja gerando conflito ao paciente, então é um assunto que não irei tratar.
Mas porque não aceitamos isso? Por que a sociedade condena isso? Bom, aceitar que o outro não me pertence, e que eu devo deixar ele fazer o que quer, que isso me assusta, principalmente quando o assunto envolve fidelidade. Uma coisa é aceitar (compreender) que o outro não me pertence, mas concordar que ele faça sexo com outra pessoa é uma outra coisa. O mesmo vale sobre a poligamia, de que todos temos desejos, pensamentos sexuais sobre pessoas que nos atraem, mas eu aceitar que o meu companheiro pratique a poligamia e na minha frente, nem pensar!
Um casal que aceita participar desses encontros com um ou mais pessoas, deveria antes de entrar nesse “jogo”, conversar bastante, pois encontros desse tipo faz que trabalhemos duas coisas que pegam muito na gente, a posse que tenho sobre o outro e a poligamia que o outro tem e que nós evitamos aceitar isso, e se ambos não estiverem cientes disso, certamente vai dar problema no relacionamento.
O quanto compreender tudo isso, é ser uma pessoa egocêntrica ou empática? O quanto pessoas que participam dessas experiências, “abrem” a mão do seu parceiro para unicamente matar as suas vontades egocêntricas? Ou o quanto que a pessoa aceita isso, visando a alegria do outro em se satisfazer sexualmente com outra pessoa? Entendam que o desapego pode ser considerado em ambos os casos, pois o egocêntrico poderá aceitar isso, pelo simples fato de não pensar em ninguém, além dele (narcísico), e o empático compreenderá pois ele sabe que não temos nada nessa vida, que o companheiro dele não é dele, e se estão juntos é porque ambos querem isso. Qual a opinião de vocês sobre isso?
Somos pessoas monogâmicas pois a nossa sociedade prega isso, em outros lugares é aceitável situações como essa, em que um marido tem várias parceiras. Até que ponto condenamos isso pelo simples motivo de termos nascido em um lugar em que a monogamia é o padrão do lugar que vivemos?
Volto a dizer que independente do que o casal decida fazer, tem que ser de comum acordo, pois será uma decisão que irá mudar o jeito que o casal se relaciona. Se um dos dois fizer forçado, aos poucos os atritos vão começar, e possivelmente haverá uma separação. Aprendi em uma das aulas de psicanálise que o superego do marido, na verdade é o da esposa, e vice-versa, ou seja, quando ambos concordam, não há censura interna na relação, pois a partir do momento que a esposa concorda, qualquer censura que exista na cabeça do marido possivelmente irá desaparecer, o mesmo acontece em relação ao marido sobre sua esposa.
Em muitos casos existe um desejo latente em um dos parceiros, mas a vergonha acaba fazendo com que isso não seja falado, o que também pode causar que a pessoa fique desmotivada. Sejam sinceros no seu relacionamento, conversem com seu parceiros os seus desejos, sejam eles quais forem! O máximo que poderá ouvir será um “não”, mas com certeza vai fazer com que a outra pessoa pense sobre o assunto, e quem sabe mude de ideia com o tempo. Comece, fale!!
Abraços, e ótima semana!
Paulo Jacob