quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Músicas clássicas incríveis, para homens...

Músicas clássicas incríveis, para homens

Gosto de balé, ópera e música clássica não pelo que são, mas pelo que foram.
Music is light. music is fire. music is energy. music is life
Quem vê essas formas de arte hoje, tão conservadoras e moribundas, não imagina o impacto cultural de seu vanguardismo. Elas foram o rock, o jazz, o samba do seu tempo. Os grandes compositores clássicos já causaram tanto escândalo quanto os Beatles, Elvis Presley e Louis Armstrong.
Como toda arte revolucionária, foram aburguesadas. Cooptadas pelos cidadãos de bem. Quem te viu, quem te vê.
Hoje, no ocidente, Beethoven é música de elevador, mas suas obras são proibidas no Irã. Claramente, os aiatolás vêem uma força transgressora em Beethoven que nós já não sentimos mais. (Um artigo interessante no The Telegraph: Why Iran’s ban is a tribute to the power of music)
Se você acha música clássica uma coisa difícil, chata, pentelha, tediosa, me faz um favor. Dedique alguns minutos para ouvir as músicas abaixo.
Vamos começar com os mais clássicos dos clássicos, que você já deve ter ouvido pela vida, em comercial de xampu e em elevador lotado. Mas essas músicas não merecem essas indignidades. Ouça de novo agora.

“Ode à Felicidade”

Escrita por Schiller em 1785 e musicada por Beethoven em 1824.

“Carmina Burana”

Outra que é porrada pura, uma cantata medieval musicada por Carl Orff em 1937.

“Troika” (1934)

Do russo Sergei Prokofiev, foi usada no filme “A Última Noite de Bóris Grushenko” (1975), de Woody Allen. É dele também a trilha sonora do desenho da Disney, “Pedro e o Lobo” (1946).

“Trio para Piano em Lá menor, Opus 50”

Talvez a minha música preferida de todos os tempos. De Tchaicovski, foi composta em 1882, em memória a um grande amigo que acabara de falecer. É a música mais triste jamais escrita.

“Trenzinho caipira”

E quem disse que música clássica tem que ser alemã, francesa, européia? A minha favorita nacional é a manjadérrima, mas nem por isso menos linda, “Trenzinho Caipira”, de Villa-Lobos. Veja como ele está, ao mesmo tempo, firmemente inserido na tradição acima mas também traz um frescor e uma originalidade tipicamente brasileiros.

“Tocata e Fuga em D Menor” (c.XVIII)

Também mostrando o dinamismo e as possibilidades contemporâneas da música clássica mais clássica, eis aqui uma versão remixada eletrônica de hiper-canônica “Tocata e Fuga em D Menor” (c.XVIII), geralmente atribuída a Bach, meu compositor favorito. Reparem como dá pra pirar na música.

“Bolerish”

No passado, os compositores de música clássica, balé e ópera eram como os músicos de trilha sonora hoje em dia: compunham pensando na ação, na trama, na narrativa. Por causa disso, muitos dos grandes músicos do futuro, ainda esnobados hoje em dia, vão sair dos filmes e da TV.
Por exemplo, a sequência de abertura do maravilhoso filme “Femme Fatale” (2002), de Brian de Palma, traz uma maravilhosa releitura, de 13 minutos, do clássico “Bolero” (1928) de Ravel. Como o “Bolero” todo mundo já conhece, apresento vocês ao “Bolero” do século XXI: “Bolerish”, de Ryuichi Sakamoto.

“The Gael” (1990)

Uma das minhas trilhas sonoras favoritas é a do filme “O Último dos Moicanos” (1992), de Michael Mann — também meu filme de guerra favorito, aliás. Com vocês, o tema principal, composto pelo escocês Dougie MacLean.

“Passacaglia”

Nenhum seriado teve uma trilha sonora melhor, mais sofisticada, mais impactante do que o novo “Battlestar Galactica” (2004-2009), composta por Bear McCreary. Abaixo, vai só a minha favorita, “Passacaglia”, da primeira temporada, simplesmente linda, rica, tristíssima, cheia de possibilidades.
Gostou? Quer saber mais? Recomendamos com força o blog Euterpe, de Leonardo T. Oliveira, em especial a série: “Música clássica e porrada”.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Quando você se isola por muito tempo, seu cérebro muda – e passa a ser mais difícil socializar novamente


Quando você se isola por muito tempo, seu cérebro muda – e passa a ser mais difícil socializar novamente

Um estudo da Universidade de Buffalo e da Escola de Medicina Monte Sinai (ambas dos Estados Unidos), publicado no site da revista Nature Neuroscience, revelou que isolar-se do convívio social por um período prolongado pode provocar alterações cerebrais que levam a mais isolamento.
No experimento, ratos adultos foram isolados por oito semanas para que chegassem a um estado semelhante ao da depressão. Depois desse período, eles foram apresentados a um rato que nunca haviam visto antes. Apesar de serem normalmente sociáveis, aqueles que tinham sido isolados não mostraram qualquer interesse em interagir e evitaram o novo animal.
Mas as mudanças não foram só no comportamento. A análise de tecido cerebral dos ratos isolados revelou que os níveis de produção de mielina no córtex pré-frontal, uma região do cérebro responsável pelo comportamento emocional, social e cognitivo, estava significativamente menor. A mielina, também chamada de matéria branca do cérebro, é um material gorduroso que envolve os axônios dos neurônios e lhes permite uma condução mais rápida e eficaz de impulsos nervosos.
Cérebro adaptável
O nosso cérebro é capaz de se adaptar às mudanças ambientais e às experiências dos indivíduos (é a chamada plasticidade cerebral) e isso todo mundo já sabia. Mas, até então, se pensava que os neurônios eram as únicas estruturas que sofriam alterações. O estudo mostrou, porém, que isso também ocorre em outros tipos de células, como as envolvidas na produção da mielina – nesse caso, a tensão do isolamento social interrompe a sua atividade. Alterações similares ocorrem em distúrbios psiquiátricos, como esclerose múltipla e depressão.
A parte boa é que um período de integração social foi o suficiente para reverter as consequências negativas do isolamento e restaurar essa produção de mielina. Nada como manter umas boas amizades e frequentar umas reuniões sociais para fazer você se sentir melhor, né não?
Agora, a expectativa é que o estudo ajude a entender melhor o papel da mielina e da interação social no tratamento de distúrbios psiquiátricos, bem como o mecanismo de adaptação do cérebro.

sábado, 18 de outubro de 2014

Todo dia é dia ...



Todo dia é dia, toda hora é hora!

Coloca uma rasteira e segue para ver o sol!
Cabelos livres e cara limpa. As ideias se materializam no corpo, no sorriso largo, no olhar focado. 




O universo tentou me distribuir em uma caixinha e até hoje... não sei onde Ele estava com a cabeça quando me presenteou com uma estrutura tão pequenina. Certamente em sua infinita sabedoria, testava-me o esmorecimento ou a inquietação!
Então revolto-me! Minha alma, quase nada cartesiana, necessita saber o que vai além dos 1,56 e 45 e para isso o grande Pai me deu mãos e mente para criar, voz e boca para falar e todo o resto para dançar.
A palavra de ordem é chacoalhar! Liberar as folhas secas, abrir espaço para novos ramos. Em breve os frutos, em breve as flores...
Mexer e constatar notas, letras e cores que têm para fluir durante o ato de VIVER!

RECIPROCIDADE...AMOOOOOOOOOOO!!!

                   
RECIPROCIDADE...AMOOOOOOOOOOO!!!


A vida se encarrega de mostrar onde encontrar amor, o cultivo é por nossa conta.

       

Reciprocidade é muito mais que uma palavra grande e que embola língua de criança. É resultado da malandragem do nosso Self quando não cai nas pegadinhas do nosso ego. É estar inteiro nas relações de QUALQUER natureza ou ao menos caminhar em direção à inteireza.

Difícil achar pessoas que se disponibilizam à atenção constante sobre as armadilhas da própria vaidade. 

Amor é para quem tem olhos para perceber suas manifestações e ser grato por isso. É para quem compreende que a troca é seu primeiro mandamento... então não cabem joguinhos, tríades, manipulações baseadas no despertar do ciúmes ou insegurança. Amor é confiança, é conversa direta, sem subterfúgio, sem disse me disse, sem "mi, mi, mi".

                                  
Ana Virgínia 

Seja Positivo...A Vida Retribui...

Sofrimento é algo realmente muito relativo. Sua intensidade está diretamente relacionada ao grau de importância que damos às pessoas e aos acontecimentos (o que gera a perda do foco em de nós mesmos), ao apego insano àquilo que poderia ser, à saudade do que era bom, mesmo que hoje não mais o seja. 

Compreender e aceitar que os ciclos se cumprem, facilita o fluxo da vida. Reter coisas ou pessoas p...or medo ou convenções sociais nos torna menos leais à manifestação mais genuína da essência divina que reside em cada um de nós.

Lutar por receio do abandono, nos impede a percepção, mesmo que momentânea, do melhor que alguém pode querer nos ofertar em um determinado momento.

Na vida não temos garantia de quase nada. A garantia só é possível quanto aquilo que vem de nós mesmos, se, e somente se, nos conhecermos e nos ouvirmos.


Nosso melhor amigo hoje, pode não o ser amanhã. Nosso trabalho, um desperdício da vitalidade e um poço de insatisfação, não obstante toda a segurança emocional e financeira que tudo isso possa nos oferecer.

Viver o aqui e agora é uma grande sabedoria. Extrair o melhor de tudo e de todos em uma relação de TROCA justa é convivência de natureza lúcida.
                                           

O grande desafio da vida é viver com expectativas sim, mas não tão grandes e, o mais importante: não lamentar por aquelas que não se cumpriram. Possibilidades deixam saudade, mas podem abrir outras tantas novas opções de crescimento, por mais doloroso que isso possa ser.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A diferença psicológica entre o amor e a paixão...

A diferença psicológica entre o amor e a paixão

Mas com o tempo (de meses a anos) tudo aquilo que não vimos, começa a vir à tona. É quando o apaixonado começa a retirar sua projeção (seus aspectos no outro/idealização) e começa a ver com quem realmente está se relacionando, surge então a possibilidade de vivenciar o amor.
amor-paixao
O amor diferente da paixão tem a ver com o aceitar o outro como ele realmente é.{Esse que é o diferencial...ACEITAR...} Você sabe conhece os defeitos da outra pessoa com clareza, mas mesmo assim escolhe compartilhar a vida ao lado dela.
O amor exige olhar para a realidade, saber lidar com frustração, perdão, compreensão e aceitação do amado (a), é um trabalho constante de aprender com as diferenças do outro.
Para finalizar gostaria de citar Jung:
“Todo amor verdadeiro profundo é um sacrifício. Sacrificamos nossas possibilidades, ou melhor, a ilusão de nossas possibilidades. Quando não há sacrifício, nossas ilusões impedirão o surgimento do sentimento profundo e responsável, mas com isso também somos privados da possibilidade da experiência do amor verdadeiro.”

As 6 únicas emoções presentes em todo o mundo...

As 6 únicas emoções presentes em todo o mundo

Descubra quais são as seis emoções que todas as pessoas, do mundo todo, apresentam e conseguem reconhecer – de acordo com a teoria de Paul Ekman.
Olá amigos!
Uma das disciplinas mais fascinantes da faculdade de psicologia é antropologia. A grosso modo, podemos entender a antropologia como uma ciência humana que estuda o homem a partir da cultura em que ele está inserido.
Por exemplo, estes dias estava vendo um documentário que apresentava a história de duas gêmeas coreanas. Uma foi adotada por um casal norte-americano e a outra por um casal norueguês. Embora elas, para sempre, vão compartilhar uma estrutura genética extremamente parecida, a cultura na qual elas serão criadas (EUA versus Noruega) fará com que elas, depois de crescidas, tenham perspectivas e visões de mundo totalmente diferenciadas.
E não é apenas e tão somente uma questão da língua (do inglês ou do norueguês), embora, claro, a língua seja uma parte da cultura. As práticas culturais, o que é valorizado e o que não é valorizado, o que é certo e o que não é considerado certo, o modo de se expressar, enfim, muito do comportamento será moldado pelo meio cultural em que elas estarão vivendo – assim como nós também somos e fomos moldados.
Entretanto, apesar desta perspectiva que considera o ser humano apenas como uma soma de genética mais criação, como se o se fôssemos a famosa tabula rasa de Hume, existem teorias que extrapolam um pouco a dicotomia adquirido versus constitutivo.
Uma visão que representa uma terceira via, e muitas vezes é confundida com a genética, é a filogenética, ou seja, o que herdamos dos nossos antepassados mais longínquos e representa um depósito de informações que encontra-se presente em toda a humanidade.
Foi assim que um psicólogo americano, chamado Paul Ekman, realizou as suas pesquisas sobre as emoções básicas presentes em todo o mundo. Afinal, não era uma questão de criação ambiental, de influência da cultura, porque todas as pessoas nas mais diferentes culturas as possuem. Também não era um forma herdada como herdamos a cor dos nossos olhos, porque tais características são passadas pela ascendência parental mais próxima.
As 6 únicas emoções presentes em todo o mundo
Depois de estudar o modo como as pessoas escondem o que sentem, Paul Ekman começou a estudar mais a fundo as emoções que todos sentidos. Para isso, viajou o mundo todo, tirando fotos de pessoas que moravam no Japão, em Papa Guiné (um local muito estudado na antropologia) e até no Brasil.
A partir destas viagens, Ekman argumentou que existem 6 emoções básicas e que todos os seres humanos são capazes de expressar em suas faces, bem como todos nós somos capazes de entender o que significam.
São elas:
Tristeza
Medo
Surpresa
Repulsa
Raiva
Alegria:
4404332941_394130f93d

A linguagem das emoções
O livro A linguagem das emoções, de Paul Ekman, assim, se tornou um clássico no estudo das emoções. Curiosamente, a psicologia nunca havia se debruçado diretamente sobre o estudo das emoções. Evidentemente, diversos trabalhos das linhas psicológicas como a freudiana e a behaviorista haviam elucidado algumas questões, mas sempre considerando as emoções não nelas mesmas, mas a partir de seus pressupostos teóricos.
Para Ekman, todas as 6 emoções estão presentes como reações que temos face aos estímulos externos ou internos. São reações automáticas. Podemos controlar um pouco o modo como as expressamos e neste sentido, a cultura na qual fomos criados intervém no quanto podemos ou devemos expressar, de que modo e se é adequado ou inadequado.
Entretanto, a reação instantânea é incontrolável e temos que ser treinados (embora não percebamos isso) em como esconder e disfarçar o que estamos sentindo.
O exemplo clássico é aquele momento em que ganhamos um presente de aniversário e, mesmo querendo demonstrar uma reação negativa como repulsa, raiva ou tristeza, temos que apresentar aquele sorriso amarelo que dificilmente parecerá uma expressão genuína de alegria ou surpresa e contentamento.